Europa avisa que prioridades agora definidas para vacinar ainda podem mudar

Planos de vacinação já aprovados divergem, por exemplo, na idade dos idosos que devem ser vacinados primeiro.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) alerta que as prioridades que estão a ser definidas para a vacinação contra a Covid-19 podem ter de ser modificadas à medida que surjam mais evidências sobre as características epidemiológicas da doença e as características das vacinas. Nomeadamente, à medida que surjam informações sobre a segurança das vacinas e a eficácia por idade ou grupo alvo.

Num relatório sobre as várias estratégias que estão a ser seguidas na Europa, o ECDC conclui que nove países já definiram esses grupos prioritários e outros, como Portugal, já têm uma ideia mas os grupos, concretos, ainda não estão totalmente definidos - decisão que deve estar no plano nacional de vacinação que o Governo apresenta esta quinta-feira contra a Covid-19.

Essas prioridades apenas estão definidas na Áustria, Bélgica, República Checa, França, Luxemburgo, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido.

Dos 60 aos 80 anos

O relatório adianta igualmente que dos 32 países analisados, 15 já têm uma idade concreta para definir uma pessoa como prioritária na vacinação.

Em nove Estados europeus a vacina deve ser dada, prioritariamente, a quem tem mais de 65 anos, sendo uma minoria os países que optam por idades acima dos 60 anos ou acima dos 70 anos.

Como Portugal, da lista de 32 países, há mais 22 Estados que ainda não fecharam os seus planos de prioridades para a vacinação contra o coronavírus. Os planos que já existem são, contudo, muito diferentes de país para país.

Em Espanha, por exemplo, onde o plano já está fechado, mais do que uma idade concreta aquilo que está definido é que os idosos dos lares serão os primeiros a ser vacinados, seguidos dos profissionais de saúde que trabalham mais próximos dos infetados com Covid-19.

No Reino Unido a prioridade máxima será dada a quem tem mais de 80 anos, seguida dos acima de 75 anos, numa prioridade que vai diminuindo à medida que diminui a idade.

Se nas idades há divergências, em todos com planos já definidos os profissionais de saúde e os doentes crónicos estão, por norma, igualmente no topo das prioridades.

Sobre Portugal, o relatório do ECDC, que se baseia em informações comunicadas pelos Estados na última segunda-feira, adianta que os idosos, doentes crónicos, os profissionais de saúde e os trabalhadores da área social estão a ser considerados como prioritários, mas a ordem, exata, dessas prioridades ainda não está definida.

LEIA AQUI TUDO SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS

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