Europa quer "ser parceira de África" na sustentabilidade

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, salientou que o objetivo é "construir em conjunto".

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, disse hoje que a "Europa quer mesmo ser parceira de África" em matéria de investimentos na sustentabilidade e que nada tem para ensinar, mas sim para partilhar.

"Os investimentos que vão fazer crescer a economia em qualquer país do mundo, independentemente da sua geografia, são os investimentos na sustentabilidade. [..] A Europa quer mesmo ser parceira de África nestas matérias", afirmou o ministro do Ambiente, durante o Fórum de Investimento Verde de Alto Nível União Europeia-África, promovido em conjunto pela Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) e o Banco Europeu de Investimento (BEI).

Neste contexto, o governante salientou que o objetivo é "construir em conjunto". "Não temos nada para ensinar, temos tudo para partilhar", frisou.

Matos Fernandes sublinhou que ambiente e economia não são duas componentes que se opõem, uma vez que o mundo precisa de melhorar as condições ambientais, ao mesmo tempo que as economias crescem para gerar bem-estar aos cidadãos.

O ministro do Ambiente referiu também que os progressos que Portugal tem feito, em matérias como saneamento, tratamento de resíduos, entre outras, "têm mesmo de ser expandidos pelo mundo".

Por sua vez, o ministro de Estado e das Finanças, João Leão, que também participou no fórum, enfatizou que "Portugal dispõe de uma longa experiência no domínio da cooperação e desenvolvimento sustentável".

João Leão notou que a pandemia teve um impacto muito diverso entre países e setores e que estas crises têm sempre um impacto imediato no preço das mercadorias ('commodities') e nos fluxos financeiros, o que afeta muitos países africanos.

Assim, disse, é neste contexto que as instituições financeiras internacionais, como o BEI ou o Banco Mundial, "assumem um papel relevante", promovendo o investimento e o alívio da dívida.

"Devermos manter presente que os desafios associados à transição digital e à transição verde vão persistir para além da crise", acrescentou o ministro das Finanças.

Já o vice-presidente do BEI, Ricardo Mourinho Félix, referiu que a instituição tem trabalhado para atingir os objetivos do desenvolvimento sustentável e, para isso, foi necessário uma "mudar a abordagem".

"Temos de conseguir uma maior mitigação dos efeitos das alterações climáticas, ou seja, adotar medidas climáticas nas nossas operações, para garantir que todas as novas operações seguem o Acordo de Paris a partir deste ano", disse Mourinho Félix.

O responsável notou que os bancos e as instituições financeiras podem apoiar o investimento em "bons projetos", como, por exemplo, para explorar o potencial de energias renováveis existente em África.

"Podemos tornar esses projetos aliciantes para o investimento privado. [...] África é um continente de oportunidades para todos, a energia precisa de investimento, mas já há um enorme potencial", concluiu.

O Fórum de Investimento Verde de Alto Nível União Europeia-África decorreu sob o tema "O Futuro Verde de África: Novas vias de investimento para um desenvolvimento sustentável e inclusivo", após um mês de diálogo entre países africanos e europeus sobre a transição e o investimento verdes, em que se realizaram 25 conferências virtuais (Green Talks) em diversas capitais dos dois continentes.

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