Evergrande consegue evitar incumprimento pela segunda semana consecutiva

A empresa chinesa, que atravessa uma grave crise de liquidez, conseguiu pagar os quase 45 milhões de dólares que devia aos investidores.

A construtora chinesa Evergrande pagou hoje os juros respetivos a um empréstimo obrigacionista, pouco antes do final de um período de carência de 30 dias, que ditava a entrada em incumprimento.

A empresa chinesa, que atravessa uma grave crise de liquidez, conseguiu pagar os quase 45 milhões de dólares (38 milhões de euros) que devia aos investidores.

Segundo fontes citadas pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, a empresa pagou os juros sobre um título no valor de 951 milhões de dólares (816 milhões de euros) e com um rendimento de 9,5%.

O prazo para fazê-lo era 29 de setembro, mas as cláusulas de caução davam à empresa um período de carência de 30 dias, antes de entrar oficialmente em incumprimento.

Trata-se da segunda vez, no período de duas semanas, que a Evergrande evita entrar em incumprimento.

No dia 22 de outubro, pagou os 83,5 milhões de dólares (71 milhões de euros) de juros de um outro empréstimo obrigacionista emitido no mercado de capitais internacional, também apenas um dia antes do fim da prorrogação.

Mas o conglomerado ainda tem de pagar cerca 720 milhões de dólares (618 milhões de euros) em títulos emitidos no exterior, até ao final deste ano, de acordo com o South China Morning Post.

Os números oferecidos pelo grupo indicam que, no final do primeiro semestre, acumulava um passivo superior a 300 mil milhões de dólares (257 milhões de euros), dos quais cerca de 37 mil milhões correspondem a empréstimos a serem pagos antes do final de junho de 2022.

A crise da Evergrande alimentou temores de um possível contágio ao setor imobiliário como um todo - o que significa, com impacto indireto, quase 30% do Produto Interno Bruto chinês -, que experimentou alguns anos de grande expansão amparado por políticas agressivas de alavancagem contra as quais Pequim tomou medidas, restringindo o acesso ao financiamento bancário às construtoras mais endividadas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de