Evo Morales condena "energicamente" sanções a diplomatas espanhóis na Bolívia

O ex-Presidente diz que "os direitos internacionais não foram respeitados".

O ex-Presidente da Bolívia Evo Morales, condenou hoje "energicamente" em Buenos Aires a decisão do Governo interino boliviano de expulsar dois diplomatas espanhóis e advertiu que "os direitos internacionais não foram respeitados".

Em paralelo, o executivo de La Paz anunciou que vai enviar um alto representante para a sua embaixada em Espanha para superar "com brevidade" o "impasse" entre os dois países após a expulsão dos dois diplomatas espanhóis.

Em declarações à agência noticiosa Efe na capital argentina, onde se encontra exilado, Morales condenou de "forma enérgica" a decisão das novas autoridades bolivianas.

"Não sei se está orientada para dar uma imagem negativa da Bolívia ou se está orientada para romper as relações diplomáticas com governos progressistas ou esquerdistas do mundo", considerou.

Na segunda-feira, o Governo interino da Bolívia declarou 'persona non grata' a embaixadora do México, María Teresa Mercado, a encarregada de Negócios da embaixada de Espanha, Cristina Borreguero, o cônsul espanhol, Álvaro Fernández, e outros funcionários e concedeu-lhes 72 horas para abandonar o país.

O executivo de Jeanine Áñez acusou-os de terem prejudicado a soberania do país pela visita dos diplomatas espanhóis acompanhados de indivíduos "encapuzados" e "presumivelmente armados" ao Mercado na sua residência em La paz, na sexta-feira.

Na residência da embaixadora encontram-se refugiados desde novembro cerca de uma dezena de ex-funcionários do governo de Evo Morales, com alguns acusados pelo Governo de Áñez de diversos delitos, incluindo "terrorismo".

A delegação da União Europeia no país também se pronunciou sobre esta situação, para rejeitar a decisão de expulsar os dois diplomatas espanhóis.

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