Ex-polícia que matou Daunte Wright foi detida e vai ser acusada de homicídio

Acusação deve ser deduzida ainda esta quarta-feira, um dia depois de Kim Potter ter apresentado a demissão.

A ex-agente da polícia de Brooklyn Center, em Minneapolis, que matou um jovem afro-americano no último domingo, foi detida esta quarta-feira e vai ser acusada de homicídio por negligência.

Kim Potter foi detida "aproximadamente às 11h30 da manhã (17h30 em Lisboa)", disse o Gabinete de Apreensão Criminal de Minnesota , acrescentando que a acusação vai ser deduzida ainda esta quarta-feira.

A antiga polícia de 48 anos que matou Daunte Wright, de 20 anos, e apresentou a demissão esta terça-feira terá confundido a arma de serviço com um taser, que pretendia disparar, algo que foi captado pela body cam que usava no momento.

"Adorei cada minuto em que fui agente da polícia e em que servi esta comunidade o melhor que pude, mas acredito que é do melhor interesse da comunidade, do departamento e dos meus colegas agentes que me demita imediatamente", explicou numa carta.

Potter, de 48 anos, era agente do Departamento da Polícia de Brooklyn Center há 26 anos. Formou-se em justiça criminal em 1994.

O chefe do departamento da polícia de Brooklyn Center, Tim Gannon, também abandonou o cargo.

Daunte Wright terá sido morto a tiro momentos depois de ter telefonado para a mãe a dizer que estava a ser levado pela polícia, que foi chamada a intervir num incidente violento no bairro.

A mãe, Katie Wright, disse que ouviu agentes de segurança a pedir ao filho para largar o telefone e um deles terminou-lhe a chamada.

A namorada de Daunte ligou-lhe minutos depois a dizer-lhe que o filho tinha sido baleado, antes de as autoridades terem confirmado a sua morte.

Nas horas seguintes, a esquadra de polícia de Brooklin Centre foi cercada por uma multidão que protestou contra a violência policial, obrigando os autarcas a declararem recolher obrigatório, na madrugada de segunda-feira.

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