Ex-diretor de grupo financeiro chinês condenado à morte por corrupção e bigamia

Lai Xiaomin foi considerado culpado de obter o equivalente a 215 milhões de euros em subornos. O réu também foi condenado por bigamia, por ter "vivido muito tempo com outras mulheres", fora do casamento.

Um antigo presidente do conglomerado financeiro chinês Huarong foi esta terça-feira condenado à pena de morte por "corrupção e bigamia", informou um tribunal chinês.

Lai Xiaomin foi considerado culpado de obter o equivalente a 215 milhões de euros em subornos.

As quantias eram "extremamente grandes e as circunstâncias particularmente graves, e com intenções extremamente maliciosas", apontou um tribunal de Tianjin, no norte do país.

O réu também foi condenado por bigamia, por ter "vivido muito tempo com outras mulheres", fora do casamento, e das quais teve filhos ilegítimos.

Em janeiro de 2020, Lai fez uma confissão, que foi transmitida pela cadeia televisiva estatal CCTV.

As imagens de um apartamento em Pequim, que se acredita pertencer a Lai, com cofres e armários cheios de maços de dinheiro, foram também amplamente divulgadas pela imprensa.

Lai Xiaomin garantiu que não "gastou um único cêntimo".

"Não me atrevi a gastar" o dinheiro, disse.

As fotos também mostraram carros de luxo e barras de ouro que Lai supostamente aceitou como suborno.

Após ascender ao poder em 2013, o Presidente chinês, Xi Jinping, lançou a mais ampla campanha anticorrupção de que há memória na China.

Desde então, mais de um milhão e meio de quadros do Partido Comunista foram punidos.

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