Matteo Salvini evita segundo julgamento por bloquear desembarque de migrantes

Ao deixar o tribunal, Salvini disse "estar feliz" e dedicou o veredicto aos filhos, "aos bons italianos e estrangeiros" e às forças da ordem.

Um tribunal italiano decidiu esta sexta-feira arquivar um processo contra o ex-ministro do Interior italiano Matteo Salvini, acusado de impedir o desembarque do navio "Gregoretti", que tinha a bordo 131 migrantes resgatados em julho de 2019.

Salvini foi acusado do crime de "sequestro de pessoas", que se enquadravam na sua rígida política de portos encerrados à imigração, mas o tribunal da Catânia decidiu esta sexta-feira arquivar o caso, também solicitado pelo Ministério Público, segundo fontes próximas ao líder do partido de extrema-direita Liga.

Por outro lado, o tribunal de Palermo, num outro caso, decidiu em 17 de abril permitir a continuidade do processo e o julgamento de Salvini por factos semelhantes: por ter impedido o desembarque de cerca de 150 migrantes salvos pelo navio da organização espanhola Open Arms em agosto de 2019.

Ao deixar o tribunal, Salvini disse "estar feliz" e dedicou o veredicto aos filhos, "aos bons italianos e estrangeiros" e às forças da ordem.

O político também declarou que, como ministro, só queria "defender a dignidade e as fronteiras italianas" com as suas políticas destinadas a conter o fluxo migratório do Mediterrâneo a partir de África e prometeu que se voltar ao Governo fará "exatamente o mesmo".

No caso de Catânia, Salvini foi acusado de impedir como Ministro do Interior o desembarque de migrantes resgatados no Mediterrâneo e que estavam a bordo do navio da Guarda Costeira italiana "Gregoretti".

Em sua defesa, sempre declarou que essa política era partilhada e pactuada por toda a coligação governamental da época, formada pelo seu partido e pelo Movimento Cinco Estrelas - partido do ex-primeiro-ministro Giuseppe Conte.

O próprio Conte testemunhou sobre o "Caso Gregoretti", assim como os então ministros da Defesa, Elisabetta Trenta; das Infraestruturas, Danilo Toninelli; do Interior, Luciana Lamorgese, e dos Negócios Estrangeiros Exterior, Luigi Di Maio [os dois últimos ainda em exercício].

A advogada de Salvini, Giulia Bongiorno, expressou a sua satisfação hoje pelo arquivamento deste segundo caso e disse que o juiz de Catânia instruiu o caso de uma forma preliminar "muito mais profunda" do que o de Palermo, o que permitiu a realização de um julgamento.

"Este juiz foi extremamente rigoroso e atencioso porque desde o início não quis julgar superficialmente", disse a advogada.

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