Ex-primeiro-ministro francês condenado. Dois anos de prisão efetiva para François Fillon

François Fillon foi primeiro-ministro francês do governo de Nicolas Sarkozy, entre 2007 e 2012, e candidato às eleições presidenciais de 2017. Esta segunda-feira, dia 29 de Junho, o ex-primeiro-ministro francês, a sua mulher e filhos, suspeitos de ter beneficiado de empregos fictícios e de ter sido remunerados enquanto assistentes parlamentares, foram condenados pela Justiça francesa.

Esta segunda-feira, o ex-primeiro-ministro francês François Fillon foi condenado a cinco anos de prisão, dois deles efetivos, depois de ter sido considerado culpado pela justiça francesa pelo desvio de fundos em benefício da sua família ao criar empregos fictícios.

Um dos empregos fictícios criados foi para sua esposa, Penélope Fillon, contratada como assistente parlamentar, remunerada por milhares de euros do erário público, sem que fizesse trabalho que se justificasse tal remuneração, como considerou a juíza durante o julgamento, « a Senhora Fillon foi contratada para um cargo sem utilidade » e o « pagamento era desproporcional ao trabalho feito ».

Desta feita, a mulher do ex-primeiro-ministro foi também condenada a três anos de prisão, com pena suspensa. Penélope foi contratada entre maio de 2012 e Dezembro de 2013 pela revista La Revue des Deux Mondes, gerida pelo milionário francês Marc Ladreit, próximo de François Fillon. Nesta publicação, Penélope ganhava 3500 euros por mês, salário que somava à função de assistente parlamentar.

Acrescenta-se à pena o pagamento de indemnizações, o casal Fillon é condenado a pagar 375 mil euros cada um, e Joulaud, companheiro de partido, 20 mil euros. Penélope é condenada a reembolsar à Assembleia Nacional os pagamentos que recebeu de maneira ilícita, numa quantia que se eleva a 401 mil euros para François Fillon e 679 mil para Penélope e Marc Joulaud.

Antonin Levy, advogado de defesa do casal Fillon, considera que o casal sofreu "pressões" durante a investigação, e declara recorrer à sentença, considerando que a "decisão não é justa", e garantindo que "vai haver um novo processo", justificado pelas "condições escandalosas" nas quais a investigação decorreu.

"Naturalmente que a decisão não é justa. Obriga-nos a recorrer, aliás, estamos a recorrer da decisão. Vai haver um novo processo porque as circunstâncias o obrigam. Os últimos dias confirmam o já pressentimos desde 2017, isto é, condições grotescas nas quais esta investigação decorreu, as condições escandalosas através das quais a instrução foi aberta e as condições surpreendentes da investigação. Vamos voltar a encontrar-nos ao recorrer desta decisão, perante o ministério Público", garante o advogado de defesa do casal Fillon, Antonin Levy.

O candidato presidencial do partido de direita Os Republicanos François Fillon fica inelegível a cargos políticos por dez anos, Joulad por cinco anos e Penélope por dois anos.

Notícia atualizada às 16h28

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