Ex-príncipe herdeiro da Jordânia em prisão domiciliária, acusado de conspiração

Hamzah bin Hussein foi acusado de participar em atividades "contra a segurança e estabilidade" do país.

A rainha Noor da Jordânia classificou este domingo como "calúnia perversa" as acusações que pesam sobre o seu filho Hamzah, colocado em prisão domiciliária por alegadamente participar em reuniões conspirativas contra o soberano Abdullah II.

"Rezo para que a verdade e a justiça prevaleçam para todas as vítimas inocentes desta calúnia perversa", escreveu a víuva do antigo rei Hussein e mãe do ex-príncipe herdeiro na rede social Twitter.

No sábado, as autoridades jordanas prenderam várias pessoas "por razões de segurança" na capital, Amã, e o ex-príncipe herdeiro, Hamzah, declarou num vídeo enviado à televisão britânica que o chefe do Estado Maior jordano, lhe comunicou que estava proibido de sair de casa, uma represália por alegadamente ter participado em "atividades que estão a ser usadas para atingir a segurança e a estabilidade da Jordânia".

No vídeo, Hamzah negou ter participado em qualquer atividade conspirativa e afirmou ter respondido ao general Yousef Huneiti que não é responsável pelo "colapso da governança, pela corrupção e incompetência que prevaleceram na estrutura do Governo nos últimos 15 a 20 anos".

"Não sou responsável pela falta de fé que as pessoas têm nas suas instituições", sublinhou.

Em comunicado, o chefe militar negou que Hamzah, o filho mais novo de Hussein, tivesse sido preso.

Hamzah, de 41 anos, foi o último filho de Hussein com a sua quarta e última mulher, Noor, de origem americana.

Antes de morrer, em 1999, o ex-monarca jordano designou Hamzah como príncipe herdeiro e o seu meio-irmão Abdullah como rei, mas o título de príncipe herdeiro foi-lhe retirado em 2004 e conferido ao filho mais velho de Abdullah II, Hussein.

A agência oficial de notícias da Jordânia anunciou no sábado que as autoridades detiveram um membro da família real, um ex-assessor do rei jordano e um número indeterminado de pessoas, no âmbito de uma campanha de detenções "por razões de segurança", anunciou.

Segundo a agência Petra, Bassem Awadallah, ex-assessor do rei Abdullah II e ex-ministro das Finanças, foi detido no sábado juntamente com Sharif Hasan bin Zaid, membro da família real, "por razões de segurança".

Os dois encontram-se entre um número indeterminado de detidos, acrescentou a agência, citando uma fonte dos serviços de segurança.

O canal Al Arabiya adiantara que as detenções incluíam "pessoas próximas" de Hamzah bin Hussein.

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