Exército russo confirma início de bombardeamentos na Ucrânia

Volodymyr Zelensky impôs a lei marcial em todo o território e apelou aos ucranianos para evitarem "o pânico" e confiar na capacidade do exército da Ucrânia.

O exército russo confirmou esta quinta-feira o início do bombardeamento de território da Ucrânia, mas garantiu que os ataques têm apenas como alvo bases aéreas ucranianas e outras áreas militares, não zonas povoadas.

Num comunicado citado pela agência noticiosa estatal russa TASS, o ministério russo da Defesa disse que está a usar "armas de alta precisão" para inutilizar a "infraestrutura militar, instalações de defesa aérea, aeródromos militares e aviação das Forças Armadas da Ucrânia".

"A Rússia lançou ataques contra a nossa infraestrutura militar e postos fronteiriços", disse hoje, num vídeo publicado na rede social Telegram, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Zelensky impôs a lei marcial em todo o território e apelou aos ucranianos para evitarem "o pânico" e confiar na capacidade do exército da Ucrânia para defender o país.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kouleba, acusou a Rússia de ter iniciado uma "invasão em larga escala".

"Cidades pacíficas da Ucrânia estão a ser atacadas. Esta é uma guerra de agressão. A Ucrânia vai defender-se e vencer. O mundo pode e deve parar Putin. É hora de agir agora", escreveu Kouleba na rede social Twitter.

Foram registadas hoje fortes explosões em pelo menos cinco cidades da Ucrânia, incluindo na capital, Kiev, horas depois do Presidente russo, Vladimir Putin, ter anunciado o início de uma operação militar na Ucrânia.

Por volta das 03h00 horas, foram registadas pelo menos duas explosões no centro de Kiev, tendo sido seguidas pelas sirenes de ambulâncias, segundo jornalistas da AFP.

Fontes em Mariupol, no leste da Ucrânia, disseram à AFP que a cidade portuária foi atingida por bombardeamentos de artilharia.

Com meio milhão de habitantes, Mariupol é a maior cidade situada junto à fronteira com as autoproclamadas repúblicas separatistas pró-russas de Donetsk e Lugansk.

Ainda mais perto da fronteira, na cidade de Kramatorsk, que serve de quartel-general do exército ucraniano, pelo menos quatro explosões foram registadas por jornalistas da AFP.

Também a cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia, e o porto de Odessa, situado no Mar Negro, no sul do país, registaram explosões.

Entretanto a Ucrânia anunciou o encerramento do espaço aéreo ucraniano para a aviação civil.

Num comunicado, o ministério ucraniano das Infraestruturas justificou a decisão invocando "um elevado risco para a segurança" da aviação civil.

Segundo agências noticiosas russas, foram cancelados todos os voos com destino ou com partida dos aeroportos de Rostov-sur-le-Don, Krasnodar, Sotchi e Anapa, todos situados no sul da Rússia, junto à fronteira com a Ucrânia ou junto ao Mar Negro.

Vladimir Putin justificou a operação militar, alegando que se destina a proteger civis de etnia russa em Donetsk e Lugansk, cuja independência ele reconheceu na segunda-feira.

ACOMPANHE AQUI A ESCALADA DE TENSÃO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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