Explosão inexplicável em navio no Golfo de Omã com tripulação a salvo

As circunstâncias do incidente ainda são pouco claras. Contudo, a Dryad Global, uma agência de informações marítima, indicou ser "muito provável" que a explosão tenha resultado de uma "atividade assimétrica de militares iranianos".

Um navio foi esta sexta-feira alvo de uma até agora inexplicável explosão próximo no golfo de Omã, anunciaram fontes militares britânicas e norte-americanas, estando os pormenores ainda muito confusos.

A explosão ocorreu numa altura em que se regista um aumento das tensões entre o Irão e os Estados Unidos em relação ao programa nuclear iraniano.

O local do incidente, no golfo de Omã, foi em 2019 cenário de uma série de explosões que a Marinha norte-americana atribuiu ao Irão, algo que Teerão negou.

O centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, liderado pela Marinha britânica, indicou, entretanto, que a tripulação está a salvo e que o navio, apesar de danificado, está a caminho de um porto na região, que não especificou.

O nome e o tipo de navio também não foram adiantados, com o centro de operações britânico a indicar apenas que a última posição conhecida do navio o situava ao largo da costa de Mascate, capital de Omã.

Por seu lado, a 5.ª Esquadra da Marinha dos Estados Unidos estacionada no Bahrein, indicou que está a "acompanhar a situação", mas a comandante Rebecca Rebarich, contactada pela agência noticiosa Associated Press (AP), escusou-se a fazer, para já, quaisquer comentários.

Enquanto as circunstâncias do incidente continuam pouco claras, a Dryad Global, uma agência de informações marítima, indicou ser "muito provável" que a explosão tenha resultado de uma "atividade assimétrica de militares iranianos", considerando também que tal será "compatível" com o aumento das tensões regionais.

Numa altura em que o Irão procura pressionar os Estados Unidos para suspender as sanções e retornar ao acordo nuclear de 2015, Teerão poderá estar "a tentar exercer uma diplomacia vigorosa por meios militares", indicou a Dryad Global, num relatório.

O Irão não comentou, para já, o incidente.

No verão de 2019, num cenário de tensões cada vez maiores entre o Irão e a Administração do então Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, os militares norte-americanos responsabilizaram o Irão pelos ataques a dois petroleiros perto do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.

As explosões de então ocorreram após os Estados Unidos terem atribuído ao Irão a responsabilidade por uma série de confrontos na região, incluindo o uso de minas de lapa - projetadas para acoplarem magneticamente ao casco de um navio - para atacar quatro petroleiros ao largo do porto de Al-Fujayrah - um dos sete emirados dos Emirados Árabes Unidos (EAU) -, e o bombardeamento de um oleoduto na Arábia Saudita por combatentes apoiados por Teerão.

A tensão entre os dois países aumentou após a decisão unilateral de Trump de se retirar do acordo nuclear de 2015 e da reimposição de duras sanções ao Irão.

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