Familiares de membros do Estado Islâmico fogem de campo de deslocados na Síria

As autoridades curdas pediram à ONU e a comunidade internacional "uma intervenção rápida para evitar um desastre, cujas consequências não serão limitadas à Síria".

Cerca de cem familiares de membros do grupo do Estado Islâmico (EI) fugiram de um campo de deslocados no norte da Síria, próximo aos combates entre as forças curdas e turcas, disseram este domingo as autoridades curdas.

"Mais de cem pessoas, mulheres e crianças", fugiram do campo de Ain Issa, disse à agência de notícias AFP um responsável deste campo de deslocados.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) confirmou que "cerca de cem" mulheres e crianças de famílias do EI fugiram, dizendo que eram estrangeiras.

"O brutal ataque militar liderado pela Turquia e seus apoiantes está a ocorrer agora perto do campo de Ain Issa, lar de milhares de famílias de integrantes do EI", disse a administração autónoma curda num comunicado.

"Alguns conseguiram escapar depois dos atentados que atingiram o campo", segundo a nota.

As autoridades curdas pediram à ONU e a comunidade internacional "uma intervenção rápida para evitar um desastre, cujas consequências não serão limitadas à Síria".

Desde de quarta-feira, diante de uma ofensiva lançada por Ancara contra as milícias curdo-sírias no norte da Síria, as autoridades curdas alertaram repetidamente contra o ressurgimento do EI.

Estas mesmas autoridades temem que o caos na segurança da região possa permitir que o EI liberte os milhares de 'jihadistas' e as suas famílias, mantidos em prisões ou campos de deslocados.

O campo de Ain Issa abriga 13.000 deslocados, incluindo 785 membros de famílias do EI, de acordo com as autoridades curdas, que já haviam mencionado a possibilidade de transferência para uma área mais segura.

Na sexta-feira, as forças curdas alegaram que cinco 'jihadistas' do EI haviam escapado da prisão após ataques aéreos turcos.

Cerca de 12.000 combatentes do Estado Islâmico, sírios, iraquianos, mas também 2.500 a 3.000 estrangeiros de 54 países estão detidos nas prisões curdas, segundo estatísticas oficiais.

Os campos de deslocados internos abrigam cerca de 12.000 estrangeiros, 8.000 crianças e 4.000 mulheres.

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