FMI garante que moedas digitais não permitem contornar sanções de forma massiva

"As sanções impedem claramente as transações", aponta a dirigente do FMI, Kristalina Georgieva.

O uso de moedas digitais não permite a países, empresas ou indivíduos contornarem de forma massiva as sanções internacionais, como as impostas à Federação Russa, disse na terça-feira a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

"Não há provas sólidas de que o dinheiro digital possa ser utilizado para contornar as sanções. Porquê? Porque o sistema financeiro ainda tem um papel importante a desempenhar", disse Georgieva, durante uma reunião virtual, no quadro das reuniões da primavera do FMI e do Banco Mundial.

"Ainda não estamos em um estado que se vejam provas de que esta via permite contornar as sanções. (...) As sanções impedem claramente as transações", acrescentou a dirigente do FMI.

O tema das moedas digitais tem sido estudado pelo FMI.

O caso da Federação Russa, sujeita a várias séries de sanções, desde que invadiu a Ucrânia, no final de fevereiro, é observado em particular.

Georgieva sublinhou ainda que a Federação Russa "se orienta para uma moeda digital do banco central".

Há várias moedas digitais, desde a conhecida bitcoin até às emitidas pelos bancos centrais.

Este tema está a ser trabalhado por vários países, como a China, muito avançada, que está em ensaios em condições reais, ou os EUA, que continuam a refletir sobre a oportunidade de criar uma moeda digital.

"Só obteremos bons resultados se avançarmos com a normalização regulamentar", considerou Georgieva, salientando que "a questão da interoperabilidade com as outras moedas digitais dos bancos centrais é primordial".

El Salvador foi, em setembro, o primeiro Estado a adotar a bitcoin como moeda legal, ao mesmo título que o dólar dos EUA. Na ocasião, o FMI, sem sucesso, aconselhou os seus dirigentes a recuarem, apontando "riscos importantes" à decisão.

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