"Foi agora?" Zelensky soube da autorização de envio dos Leopard 2 durante entrevista

Depois de falar com Olaf Scholz, o Presidente ucraniano sublinhou que a mudança na posição alemã também inclui "a luz verde para outros aliados fornecerem armas semelhantes".

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, agradeceu esta quarta-feira ao chanceler alemão, Olaf Scholz, o facto de Berlim ter dado luz verde ao envio de carros blindados Leopard 2, considerando-a uma decisão "importante e oportuna".

O líder ucraniano soube da autorização durante uma entrevista, começando por negar a sua existência, mas rapidamente percebeu o que se passava. "Ah, o meu secretário acaba de dizer-me que ele [Scholz] aceitou dar-nos os blindados Leopard, vou já ligar-lhe depois desta entrevista."

Confessando-se "muito feliz" com a decisão, aproveitou desde logo para agradecer "a todo o mundo" este envio.

Após a prometida conversa telefónica com o chanceler alemão, Zelensky sublinhou que a mudança na posição alemã sobre esta matéria também inclui "a luz verde para outros aliados fornecerem armas semelhantes", já que países como a Polónia precisavam do aval da Alemanha para enviar os Leopard na sua posse.

O chefe da diplomacia ucraniana, Dimitro Kuleba, reconheceu como estando já formada uma "coligação de tanques", referindo-se aos diversos países que mostraram disponibilidade para enviar os carros blindados de fabrico alemão.

"Todos aqueles que duvidaram que isso aconteceria, vejam agora: para a Ucrânia e para os seus aliados nada é impossível", disse Kuleba.

O chefe da diplomacia ucraniana pediu a outros países que "se juntem a esta coligação e entreguem o maior número possível" de Leopard 2.

O ministro da Defesa ucraniano, Oleksi Reznikov, que, tal como Kuleba, aplaudiu a formação de uma "coligação", também agradeceu o gesto dos aliados.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro de 2022 pela Rússia na Ucrânia causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas - 6,5 milhões de deslocados internos e quase oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

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