"Foram cinco ou seis." Há portugueses que querem ir lutar pela Ucrânia na linha da frente

Porta-voz da Ukrainian Refugees UA PT conta que já recebeu vários pedidos de portugueses que se querem juntar às fileiras do exército de Kiev.

Alguns portugueses querem ajudar a Ucrânia na linha da frente. Uma associação de ucranianos em Portugal, que recolhe bens essenciais para enviar para o país, também já recebeu portugueses que querem defender a Ucrânia da agressão russa. São cinco ou seis com essa vontade, mas nem todos podem ir para o país liderado por Zelensky.

Mikhail Shamli, porta-voz da Ukrainian Refugees UA PT, conta que já recebeu vários pedidos de portugueses que se querem juntar às fileiras do exército de Kiev.

"Cidadãos portugueses foram cinco ou seis. Estes assuntos são tratados diretamente pela embaixada, que depois abrem o corredor verde para estas pessoas e elas passam no próprio dia para os batalhões necessários", explicou Mikhail Shamli à TSF.

No entanto, nem todos os pedidos são aceites.

"Só os militares, reservistas ou pessoas com experiência militar são mandadas. Um rapazito com 20 anos, que nunca esteve em lado nenhum, não pode sequer passar a fronteira", garantiu o porta-voz da Ukrainian Refugees UA PT.

A Ukrainian Refugees é uma associação nascida em tempo recorde para apoiar os deslocados de guerra e que tenta juntar as várias associações de imigrantes ucranianos em Portugal.

"Decidimos juntar-nos no sábado e depois de uma ou duas horas de reunião decidimos que tínhamos de ajudar com algo", afirmou.

Na segunda-feira a associação já estava registada. Entretanto já foram também criados armazéns de recolha em vários pontos do país.

"Já conseguimos enviar cerca de 20 camiões, muitas carrinhas pequenas e uma carga de avião, de 450 quilos. O povo português, tanto como os ucranianos em Portugal, estão todos mobilizados e a contribuir com tudo o que conseguem", contou Mikhail Shamli.

A embaixada da Ucrânia informa a associação, diariamente, dos bens necessários.

"Temos a listagem completa tanto de equipamento militar como de equipamentos e ajuda humanitária que inclui bens de higiene e alimentos", disse o porta-voz da Ukrainian Refugees UA PT.

A associação a funcionar no centro de Lisboa ajuda também os refugiados que querem chegar a Portugal.

"Os autocarros levam cerca de 55 pessoas. Fazemos a lista e mandamos os autocarros que, posteriormente, trarão as nossas famílias ucranianas para aqui", esclareceu.

Os primeiros autocarros devem partir rumo à Ucrânia já nos próximos dias. Várias empresas têm anunciado ofertas de trabalho para os refugiados. Mikhail teme que nem todas sejam bem-intencionadas, mas lembra que em tempo de guerra não se limpam armas.

"Se calhar muitas delas estão a aproveitar-se, mas nesta altura somos gratos por eles se aproveitarem de nós. Podemos dizer isso porque é uma ajuda bem-vinda e que será necessária futuramente para os refugiados", acrescentou Mikhail Shamli.

Com o trabalho a aumentar, a associação pede voluntários para ajudar no apoio logístico.

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