Forças haitianas matam e detêm grupo que assassinou o presidente

As últimas horas em Port Au Prince foram marcadas por um intenso tiroteio. Depois de uma gigantesca caça ao homem as autoridades dizem que apanharam os assassinos do presidente.

O chefe da polícia da capital do Haiti foi o primeiro a dar a notícia. Quatro dos homens que atacaram a residência particular e assassinaram o presidente foram mortos durante um forte tiroteio com a polícia. Dois dos suspeitos foram detidos.

Em conferência de imprensa León Charles adiantou que o grupo foi cercado pouco depois do ataque. Foi nessa altura que os confrontos começaram e se arrastaram por longas horas.

O chefe da polícia disse que o grupo estava fortemente armado e tinha levado três seguranças presidenciais como reféns. Os três homens foram entretanto libertados. Para já o capitão Charles não deu mais informações sobre os atacantes.

O embaixador do Haiti nos Estados Unidos confirmou a morte dos quatro elementos do grupo de mercenários acrescentando que eram estrangeiros, mas que por certo tiveram ajuda de pessoas no interior do Haiti.

Desde ontem que se sabia que eles falavam espanhol e inglês. Vídeos gravados a seguir ao ataque mostram homens de negro a gritar em inglês que "esta é uma operação da agência americana de combate à droga. Ninguém se levante." Foi fazendo-se passar por agentes americanos que eles conseguiram entrar na residência.

O Ministro das eleições revelou ao Washington Post que um dos detidos que alegadamente integrava o grupo de assassinos é um norte-americano de origem haitiana. Há entretanto mais quatro pessoas presas e suspeita-se que também aqui esteja um americano. As autoridades ainda não apresentaram qualquer prova de que os homens mortos e detidos estiveram envolvidos na morte de Moise.

À medida que as horas passam vão sendo conhecidos pormenores do ataque. O presidente Jovenel Moise foi atingido por 12 balas e estava deitado de barriga para baixo no chão do quarto. A mulher, Martine Moise, estava perto dele gravemente ferida. Ainda ontem ela foi transferida para um hospital de Miami.

O escritório e o quarto foram saqueados. Um dos filhos do casal estava em casa mas conseguiu esconder-se, os outros dois já não vivem no Haiti. Dois empregados foram amarrados durante o ataque.

A morte de Jovenel Moise deixou o país num vazio de poder. O homem que o devia substituir, o presidente do supremo tribunal de justiça, morreu há pouco tempo com Covid 19.

O atual primeiro-ministro precisava da aprovação do parlamento mas este foi dissolvido pelo presidente. Moise estava a governar por decreto.

Apesar de tudo isto há dois homens que reclamam a presidência interina até à realização de novas eleições. Em primeiro lugar, o chefe de governo, Claude Joseph, que reuniu de emergência todo o governo e na tarde de ontem decretou o estado de sítio, fechando todas as fronteiras do país. Ele diz que controla a situação.

Em segundo lugar está Ariel Henri que foi nomeado primeiro-ministro poucas horas antes da morte do presidente. Ele garante que Claude Joseph já não está no cargo.

Não se sabe ainda como é que o Haiti vai ultrapassar esta situação.

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