Dois mortos após explosão em petroquímica de Tarragona

Número de vítimas mortais da explosão depois de encontrado o corpo de uma pessoa que estava desaparecida desde terça-feira. Governo da Catalunha confirma que há pelo menos oito feridos. Câmara de videovigilância mostra momento da explosão.

Uma forte explosão, seguida de um incêndio, num complexo petroquímico em Tarragona provocou esta terça-feira dois mortos e oito feridos, confirma o Governo catalão. Duas dos feridos apresentam queimaduras "muito graves".

Os Bombeiros da Catalunha anunciaram, esta quarta-feira, ter encontrado o corpo da segunda vítima mortal. Trata-se de um trabalhador da empresa que estava desaparecido desde terça-feira. As buscas estiveram suspensas durante a madrugada devido ao perigo de derrocada no interior da fábrica.

O impacto da explosão provocou danos significativos num edifício localizado nas imediações da empresa. De acordo com o jornal El Periódico, uma pessoa morreu na sequência do desmoronamento de uma casa, na localidade de Torreforta, a dois quilómetros do local da explosão. Os bombeiros indicam que o segundo piso ruiu, o que provocou a morte a uma pessoa.

O jornal adianta que o acidente ocorreu no complexo das Industrias Químicas del Óxido de Etileno (IQOXE), localizada em La Canonja, em Tarragona, o maior complexo petroquímico da Península Ibérica.

Entretanto, o presidente da Generalitat, Quim Torra, está a caminho do local e "em contacto permanente com o primeiro-ministro Pedro Sánchez", avança a imprensa espanhola citando fontes governamentais.

O líder do Governo espanhol recorreu ao Twitter para "oferecer todo o apoio necessário" a Torra.

Uma testemunha assegurou que a dez quilómetros do local houve "um clarão enorme, como se fosse dia", em resultado da forte explosão. "Em seguida, viu-se uma grande coluna de fogo", relatou nas redes sociais.

O Plano de Alerta de Emergência Química da Catalunha foi acionado pela segunda vez no último mês.

Segundo informação dos Bombeiros da Catalunha, há 20 corporações a combater o incêndio. Fonte dos Bombeiros da Catalunha, citada pelo jornal El Periódico, avança que até ao momento foram registados cicno feridos, um deles em estado considerado "muito grave", e dois desaparecidos.

Inicialmente, a Proteção Civil pediu aos mais de 300.000 habitantes de Tarragona, Salou, Vilaseca, Reus, Contantí, Morell e La Canonja que não saiam de casa e encerrem as portas e janelas. Mais tarde, esta ordem de restrição foi imposta apenas a Vilaseca LA Canonja e parte de Tarragona.

Em Vilaseca, La Canonja e em parte de Tarragona ouviram-se sirenes, num sinal para as pessoas permanecerem em casa, com portas e janelas fechadas.

A policia cortou várias estradas nas proximidades e a circulação de comboios entre Tarragona-Reus e Tarragona-Port Aventura foi interrompida. A ligação ferroviária já foi restabelecida. O controlo tráfego aéreo pediu para não haver movimento de aeronaves na zona.

Os motivos da explosão ainda não são conhecidos e no local, permanece um forte dispositivo dos serviços de emergência.

A imprensa espanhola adianta que os bombeiros estão a avaliar a estabilidade das estruturas dos edifícios próximos daquele complexo petroquímico.

Notícia em atualização

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