França enfrenta situação epidemiológica "difícil". Paris sob ameaça de terceiro confinamento 

A 17 de março de 2020, a França entrava no seu primeiro confinamento. Passado um ano, o país volta a enfrentar uma situação epidemiológica "extremamente difícil", admitiu o primeiro-ministro francês, Jean Castex. Emmanuel Macon quer a todo o custo evitar o terceiro confinamento, falta saber quando e quem vai anunciar a medida.

Para um Presidente que se proclama ser o "mestre do tempo", a confissão "o mestre do tempo é o vírus", não passou despercebida. Perante o agravamento da epidemia em França, a história do Presidente Emmanuel Macron e do seu governo volta a estar encostada à parede.

A faltarem 14 meses para as eleições presidenciais, Emmanuel Macron tenta evitar a todo o custo um terceiro confinamento para travar o aumento do número de contágios e a sobrelotação da capacidade de cuidados intensivos para a Covid-19, que coloca a região da capital francesa sob pressão.

A estratégia política de janeiro, de não voltar a confinar o país, continua em cima da mesa, embora desta vez sob pressão das autoridades sanitárias e os profissionais de saúde, que reclamam medidas urgentes e imediatas.

A República em Marcha de Macon lembra os custos económicos associados a um novo confinamento e teme que a medida seja vista como uma falha da política do Presidente francês.

"Perdeu a aposta", "o orgulho do executivo não se pode sobrepor a salvar vidas", critica a oposição. As medidas repetem-se um ano depois de Emmanuel Macron ter anunciado que o país "estava em guerra contra um inimigo invisível".

Esta terça-feira, o governo admitiu que chegou o momento de tomar novas medidas na região parisiense. "O confinamento é uma hipótese uma vez que temos de ser eficazes e justos. Eficazes em tomar boas medidas na altura certa; nem cedo nem tarde. Chegou o momento de tomar medidas para a região parisiense", admitiu o primeiro-ministro francês, Jean Castex.

Em cima da mesa está a hipótese de voltar a confinar um terço do país, o que simbolicamente representa reconfinar a França. O Eliseu refuta esta interpretação e lembra que se em 66 milhões de franceses um terço voltar a confinar, os outros dois terços podem dizer que escaparam à medida.

Para o executivo francês esta medida não é uma humilhação, lembrando que "a Alemanha fechou escolas e a Itália avançou esta semana para um quarto confinamento".

A faltarem 14 meses para as eleições presidenciais, Emmanuel Macron não quer passar a imagem de um retrocesso, garantindo que caso o confinamento se confirme nas próximas horas, será diferente dos últimos dois.

Tanto o primeiro-ministro Jean Castex como o ministro da saúde Olivier Véran pedem medidas imediatas, mas como sempre a última palavra é a do presidente... e como sempre as medidas são tomadas no último momento.

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