Gaza lança projéteis contra Israel. A resposta à morte do comandante da Jihad Islâmica

O exército israelita afirmou estar preparado para todos os cenários, exortou a população a não se deslocar para o trabalho e proibiu reuniões em zonas próximas da faixa de Gaza.

Israel suspendeu as aulas no Sul e Sentro do país, esta terça-feira, depois de os alarmes de ataque aéreo terem soado até na cidade de Telavive, em resposta à morte de um comandante do grupo extremista palestiniano Jihad Islâmica em Gaza.

"Aproximadamente 50 projéteis foram disparados da faixa de Gaza em direção a Israel até às 9h10 (7h10 em Lisboa). O sistema de defesa aérea intercetou aproximadamente 20", informaram as forças armadas, em comunicado.

As forças de segurança em Gaza relataram entretanto várias explosões causadas por bombardeamentos israelitas em resposta aos foguetes lançados a partir do enclave.

Israel conduziu uma operação conjunta que resultou na morte de Baha Abu al-Ata, líder das Brigadas Al-Quds, braço militar da Jihad Islâmica. No ataque contra a casa, num bairro de Gaza, a mulher também foi morta e duas pessoas ficaram feridas.

O grupo extremista palestiniano advertiu que Israel cruzou "uma linha vermelha", mobilizou os militantes e declarou o estado de emergência.

Por seu lado, o exército israelita afirmou estar preparado para todos os cenários, exortou a população no sul e centro do país a não se deslocar para o trabalho e proibiu reuniões em zonas próximas da faixa de Gaza.

Além disso, as autoridades israelitas fecharam estradas ao trânsito em diferentes partes do país, principalmente nas proximidades de Gaza, e bloquearam o acesso ao enclave.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Naftali Bennet, que está no cargo desde domingo, aprovaram a operação no Gabinete de Segurança, que se vai reunir novamente durante o dia para avaliar a escalada da violência.

Esta manhã, num ataque aéreo semelhante, um dos filhos de um outro comandante da Jihad Islâmica morreu, em Damasco. O grupo extremista acusou Israel, que ainda não confirmou o ataque.

União Europeia, Estados Unidos, Japão, Austrália e Israel consideram a Jihad Islâmica um grupo terrorista, que defende a destruição do Estado israelita e a criação de um Estado islâmico na Palestina.

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