Governo da Bolívia considera país pacificado apesar de alguns protestos

As eleições foram adiadas para 18 de outubro, devido aos riscos associados à Covid-19.

A Presidente interina da Bolívia considera que o país alcançou a "pacificação", embora ainda existem alguns protestos, sobretudo visíveis através do corte das estradas.

Jeanine Áñez, que discursva numa cerimónia na cidade boliviana de Cochabamba, salientou que esta pacificação foi alcançada após 12 dias contínuos de protestos contra o adiamento das eleições.

Ainda assim, a empresa pública de gestão das estradas da Bolívia informou que existem ainda uma dezena de vias cortadas devido a protestos.

Segundo a polícia de trânsito, no final desta sexta-feira eram cerca de 70.

O levantamento destes cortes facilitou o acesso à capital, La Paz, de uma coluna de camiões com oxigénio medicinal, que circulava com escolta militar, e que tinha partido de Santa Cruz na passada segunda-feira.

Segundo o Governo boliviano, pelo menos 40 pessoas morreram por falta de oxigénio motivado pelos bloqueios nas estradas. Contudo, os manifestantes garantem que a passagem de camiões com este elemento foi sempre permitida.

Inicialmente marcadas para 03 de maio, as eleições foram adiadas para 06 de setembro e depois para 18 de outubro, devido aos riscos associados à pandemia da Covid-19.

Os adiamentos desencadearam tensões políticas, que persistem no país, e levaram os apoiantes do ex-Presidente boliviano Evo Morales a bloquear várias estradas.

Os protestos foram realizados pela Central Operária Boliviana e pelo Pacto de Unidade, que integra movimentos de camponeses e de indígenas próximos do Movimento para o Socialismo (MAS) de Morales.

As eleições para escolher um novo Presidente, vice-Presidente, deputados e senadores estão pendentes desde a anulação do escrutínio de outubro do ano passado, em que Morales foi declarado vencedor, entre denúncias de fraudes, ainda sob investigação judicial.

O então Presidente da Bolívia anunciou a renúncia ao cargo, decisão que denunciou ser forçada por um golpe de Estado, organizado para o privar da quarta vitória eleitoral consecutiva e para o afastar do poder, depois de quase 14 anos na chefia do país.

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