Governo da Catalunha propõe novo referendo. Madrid alerta para ilegalidade

Carmen Calvo diz que independência da Catalunha é uma "fantasia" de Torra e avisa que a realização de um novo referendo é ilegal.

A vice-presidente do governo espanhol em funções, Carmen Calvo, alertou, esta quinta-feira, o governo regional catalão de que a lei estabelece limites, após Quim Torra defender a realização de um novo referendo sobre a autodeterminação da Catalunha ainda esta legislatura.

O presidente da Generalitat (governo regional da Catalunha), Quim Torra, disse esta manhã, no Parlamento regional, que a única resposta à sentença sobre os independentistas da Catalunha é realizar um referendo sobre a "autodeterminação".

"Se por colocar urnas nos condenam a 100 anos (soma das sentenças a todos os implicados no Processo independentista) a resposta é clara: tem de se voltar a pôr as urnas para a 'autodeterminação'", disse Torra acrescentando que pretende realizar um referendo durante a atual legislatura.

O presidente da Generalitat disse ainda que "é necessário um acordo" entre partidos e entidades no sentido do direito à "autodeterminação" e à "amnistia" daqueles que considera serem "presos políticos" pela defesa dos "direitos políticos e civis.

Torra referiu-se igualmente ao Orçamento da Generalitat para 2020 como uma "alavanca" para auxiliar as necessidades dos catalães, tendo abordado também a questão do "Debate Constituinte" encabeçado pelo cantautor Luís Llach que na "primavera de 2020" deve entregar as propostas no sentido da elaboração da "futura constituição" catalã.

"O relato de Torra é uma fantasia que ele tem na cabeça e uma fantasia do independentismo", reagiu a vice-presidente do governo espanhol em funções, Carmen Calvo, em entrevista à estação de televisão Antena 3 após as declarações do presidente da Generalitat no Parlamento da região autónoma da Catalunha.

A vice-presidente do governo espanhol (PSOE) disse que votar "é a norma da democracia" e que votar não é um ato ilegal, mas sublinhou que as eleições são realizadas dentro do quadro legal e não "no quadro" pessoal de cada um.

"Se essa linha for ultrapassada" o governo vai ter de reagir utilizando "todos os cenários", incluindo a aplicação do Código Penal.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados