Governo de Hong Kong cede aos manifestantes. Acabou a polémica lei da extradição

Carrie Lam prometeu visitar as comunidades de Hong Kong para tentar encontrar soluções para os problemas dao território.

A chefe do governo de Hong Kong anunciou o fim definitivo da polémica lei da extradição.

Carrie Lam manifestou esta manhã (18h00 em Hong Kong) a decisão de retirar formalmente a proposta legislativa que tem motivado protestos de milhares de pessoas nos últimos meses, cedendo a uma das principais exigências dos manifestantes pró-democracia.

A chefe do governo anunciou ainda que a partir deste mês vai, acompanhada dos seus ministros, visitar pessoas de vários meios na comunidade de Hong Kong para perceber e tentar encontrar soluções para o descontentamento.

Além disso, vai ser realizado um estudo independente para perceber a origem da contestação social.

Carrie Lam espera que estas medidas contribuam para o apaziguar dos protestos nas ruas e recorda que "a violência nunca é solução".

No seu discurso, transcrito pelo South China Morning Post, Lam condenou os "incidentes violentos" que nos últimos dois meses provocaram centenas de feridos, entre manifestantes, polícia e jornalistas.

"Houve cenas caóticas no aeroporto e estações de metro; estradas e túneis foram subitamente bloqueados, provocando atrasos e inconvenientes na vida quotidiana. Os visitantes questionam-se se a nossa cidade ainda é segura."

Os protestos diz, tiveram impacto no turismo, mas também no seio de amigos e famílias - "também vimos abusos e bullying nas escolas e na internet."

O movimento definiu cinco reivindicações para pôr fim aos protestos: a retirada definitiva da lei da extradição; a libertação dos manifestantes detidos; que os protestos na rua não sejam identificados como motins; um inquérito independente à violência policial e a demissão de Carrie Lam e consequente eleição por sufrágio universal do chefe de governo e Conselho Legislativo, o parlamento de Hong Kong.

Lam diz que a libertação dos detidos vai contra a lei, pelo que "não é aceitável". Sobre os protestos serem classificados como motins lembra que "não existe nenhum efeito legal sobre a forma como os incidentes são descritos ou categorizados" e sobre o sufrágio universal garante que para o alcançar a discussão tem de ser feita "dentro do quadro legal e numa atmosfera de confiança mutua e compreensão".

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