Governo espanhol instou Torra a condenar violência e a apelar à convivência

Ministro espanhol do Interior reiterou que é "essencial" que o presidente o Governo catalão condene de forma "firme" a "onda de violência".

O ministro espanhol do Interior em exercício, Fernando Grande-Marlaska, disse este domingo que o presidente da Generalitat, Quim Torra, "tem uma dívida com o conjunto dos catalães: tem de conversar" com eles para que a convivência seja possível.

Na conferência de imprensa, no Palácio de Moncloa, após a reunião do comité de monitorização da situação na Catalunha, o Governo espanhol reiterou que é "essencial" que o presidente do Governo catalão, Quim Torra, condene de forma "firme" e "sem sombras" de dúvidas a "onda de violência".

"Ninguém entende que ainda não o tenha feito", lamentou o ministro espanhol do Interior, antes de apelar à unidade de todas as forças políticas, para que o "Governo" seja desmarcado da violência e para erradicar o problema da ordem pública, no país e nas ruas da Catalunha.

O presidente da Generalitat, por seu lado, ligou por duas vezes para o Presidente do Governo espanhol em funções, Pedro Sánchez, sem ser atendido, disseram fontes do Governo catalão á agência Efe. Tanto no sábado como no domingo o Palácio da Moncloa assegurou a Torres que Sánchez se encontrava em reunião, impedido de atender.

Este domingo, depois de ter enviado também uma carta ao presidente do Governo espanhol, Torres terá obtido a resposta de que a sede do Governo de Madrid, em Moncloa, trataria de concretizar o contacto "mais à frente", noticiou a Efe.

O ministro espanho do Interior reiterou que "ninguém pode e não deve ser ambíguo diante de ações violentas", e que é "fundamental" que os responsáveis pelo Governo reconheçam o "trabalho magnífico" das forças e órgãos de segurança do Estado.

"É necessário que todos colaboremos ativamente para isolar os violentos", concluiu, referindo-se ao presidente do Governo catalão.

Este domingo, em Barcelona, o candidato Jaume Asens da equipa do Unidas Podemos pediu aos presidentes do Governo e da Generalitat, Pedro Sánchez e Quim Torra, respetivamente, que assumam a sua responsabilidade e avancem para negociações.

"Não pode ser que Torra e Sánchez estejam a negligenciar os seus deveres, escondendo-se como presidentes por trás dos cavalheiros (Miquel) Buch e (Fernando Grande) Marlaska", disse Jaume Asens em declarações à imprensa.

A vice-presidente interina do governo de Espanha, Carmen Calvo, em declarações hoje em Madrid, disse que o executivo não vai "apertar a sua mão" para tomar "decisões firmes" sobre a crise na Catalunha, "nem dialogar" ou procurar "uma solução política".

"Não vamos apertar nossas mãos se tivermos de tomar uma decisão mais importante, mas também não vamos apertar as nossas mãos para dialogar dentro da estrutura legal", defendeu Carmen Calvo, num ato pré-campanha do PSOE em San Fernando de Henares, na comunidade de Madrid.

"A mesma mão que tomará decisões firmes é a mesma que será usada para encontrar uma solução política" para a situação na Catalunha, concluiu.

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