Governo francês altera reforma das pensões mas greve mantém-se. E "sem trégua" no Natal

O primeiro-ministro francês anunciou uma suavização da reforma e adiou a entrada em vigor das novas pensões, mas o maior sindicato do país não cede.

Ao oitavo dia consecutivo de greve em França, os transportes públicos continuam fortemente afetados pela greve geral contra o novo plano para reformas e pensões.

O primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, anunciou uma suavização da reforma e adiou a entrada em vigor das novas pensões, mas insiste no fim dos 42 sistemas que existem no país. Por isso, a contestação mantém-se.

Laurent Brun, líder da CGT, a maior central sindical francesa, exige que o governo abandone completamente a instituição de um sistema universal através de pontos, caso contrário a luta mantém-se. E sem tréguas pelo Natal.

"A greve continua até que tenhamos a garantia de que o sistema atual seja mantido, para todos os funcionários, e que sejam iniciadas negociações para melhorar esse sistema.(...) Não haverá nenhuma trégua para o Natal, a menos que o governo volte atrás antes disso", disse o sindicalista à rádio France Info.

Centenas de milhares de manifestantes marcharam em protesto em várias cidades francesas nos últimos sete dias e preparam-se para o fazer novamente esta quinta-feira.

Devido ao encerramento das linhas de metro de Paris, excetuando duas, a capital francesa registou esta quarta-feira filas de trânsito com cerca de 460 quilómetros.

A entrada em vigor do novo sistema universal, que vem substituir os 42 sistemas de pensões que existem no país, vai começar a ser discutida na Assembleia Nacional a partir fevereiro e deverá entrar em vigor em 2022 para os trabalhadores mais jovens e 2025 para as gerações nascidas a partir de 1975.

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