Governo guineense determina fim do recolher obrigatório

O executivo guineense disse ter tomado esta decisão "na sequência do decréscimo do número de casos de Covid-19, bem como de doentes internados e óbitos diários".

O Governo da Guiné-Bissau levantou este sábado a medida de recolher obrigatório parcial, em vigor há 15 dias no âmbito do combate à pandemia de Covid-19, mas manteve o estado de calamidade sanitária por duas semanas.

Através de um decreto hoje publicado em Bissau, o executivo guineense disse ter tomado esta decisão "na sequência do decréscimo do número de casos de Covid-19, bem como de doentes internados e óbitos diários".

O recolher obrigatório vigorava das 05h00 às 20h00, uma medida bastante contestada pela população guineense.

Reagindo aos apelos da população, que pediu a sua intervenção, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embalo disse que não podia mudar uma decisão tomada pelo Governo e que no devido tempo a situação seria avaliada sobre a pertinência ou não de manter a medida.

Em relação às medidas no âmbito da terceira vaga do estado de calamidade sanitária, é obrigatório o uso de máscara facial nos lugares públicos, a lavagem de mãos, é proibida a realização de reuniões, eventos sociais, culturais e políticos que podem promover ajuntamento de mais de 25 pessoas.

Os bares, discotecas e outros locais de diversão vão manter-se fechados.

O decreto determina que as igrejas, mesquitas e outros lugares de culto podem voltar a funcionar, mas sob condição de distanciamento físico dos fiéis, de pelo menos um metro, e estendeu o período de funcionamento dos mercados até as 18 horas.

Nos últimos 15 dias os mercados encerravam às 15h00.

O Alto-Comissariado para a Covid-19 voltou a apelar à população guineense para se vacinar, alertando que a terceira vaga da pandemia foi agravada com a circulação do vírus Delta e Eta no país o que, disse, já provocou a morte de 125 pessoas num universo de seis mil casos.

A Covid-19 provocou pelo menos 4.602.565 mortes em todo o mundo, entre mais de 223,06 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

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