Governo preparado para eventual regresso de militantes do Estado Islâmico

A Turquia está a deportar para a Europa antigos combatentes do chamado Estado Islâmico que estão em prisões turcas. O governo não tem informação de que haja portugueses ou lusodescendentes entre eles, mas diz estar preparado para o risco.

O governo português não tem informação de que haja portugueses ou lusodescendentes entre os "jihadistas" do Estado Islâmico que a Turquia se prepara para deportar. Mas o risco existe e Augusto Santos Silva, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, ouvido esta noite pela TSF, admite que é um risco e que o governo se tem vindo a preparar para isso há bastante tempo: "é um risco que nós conhecemos, sabemos que existe e para o qual nos vimos preparando há vários anos", reconhecendo ser esse um esforço "conjunto, dos aliados". Para o MNE, há nesta matéria, "uma dimensão de segurança", sobre a qual se escusou a falar e depois "há uma dimensão jurídica em relação à questão de saber quem e onde pode levar as pessoas que cometeram crimes aos tribunais que as possam julgar". Santos Silva está convicto de que "os europeus estão hoje mais preparados para esse riso do que estavam há uns anos".

Na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Santos Silva afirmou que, apesar da compra de um sistema antimíssil à Rússia, apesar da relação próxima com Moscovo no que diz respeito ao teatro de operações na Síria, é "importante manter a Turquia na NATO". Questionado pela TSF, o MNE afirma que essa afirmação prende-se com razões geoestratégicas e geopolíticas: "a Turquia é mesmo um aliado muito importante para a Europa, um aliado muito importante para a NATO e é na minha opinião mesmo indispensável tentar manter esse aliado enquanto nosso aliado, junto a nós e trabalhando connosco". Mesmo que a Turquia não esteja a fazer tudo o que pode e deve para assim continuar" "Por isso mesmo, temos de falar com os turcos como temos feito, de forma franca, criticando quando devem ser criticados, para que seja possível continuarmos a trabalhar em conjunto. É muito importante que a NATO vá até ao Bósforo". Sobre a compra de armamento russo por parte da Turquia, afirmou "não subestimo".

O chefe da diplomacia portuguesa falava à margem de um seminário sobre os 70 anos da NATO, organizado em Lisboa pelo Instituto português de Relações Internacionais e pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

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