Governo sírio instala 15 postos de vigilância na fronteira com a Turquia

Postos de vigilância irão localizar-se fora da área da operação militar.

O Governo sírio irá instalar 15 postos de vigilância na fronteira turco-síria, no âmbito do acordo alcançado na terça-feira entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou esta quarta-feira o Ministério da Defesa russo.

Um mapa publicado pelo Ministério da Defesa da Rússia mostra que os postos de vigilância irão localizar-se fora da área da operação militar que a Turquia lançou no dia 09 de outubro contra as milícias curdas no nordeste sírio.

No oeste da região, serão erguidos cinco postos perto da cidade de Kobane, enquanto os outros dez serão instalados na zona leste até à fronteira com o Iraque. A polícia militar russa e as Forças de Segurança da Fronteira Síria começaram esta quarta-feira a ajudar na retirada das milícias curdas e do seu equipamento militar a uma distância de 30 quilómetros da fronteira entre a Turquia e a Síria, o que deverá feito num prazo de 150 horas.

Após esse período de tempo, patrulhas conjuntas da Turquia e da Rússia irão vigiar uma faixa com 10 quilómetros de profundidade, menos a cidade de Qamishli. Em cumprimento do acordo entre a Rússia e a Turquia, as autoridades russas já começaram a vigiar o território próximo da fronteira turco-síria a oeste da operação militar turca, segundo anunciou o tenente-general russo Igor Seritski.

"A partir do meio dia em ponto, uma unidade da polícia militar russa começou a patrulhar as proximidades da fronteira turco-síria", disse Seritski em entrevista à televisão pública da Rússia.

O tenente-general indicou que a unidade militar russa irá estabelecer-se numa base "a dois quilómetros da cidade de Kobane". O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Vershinin, esclareceu que o acordo entre a Rússia e a Turquia sobre a vigilância conjunta na fronteira turco-síria não tem uma duração definida.

"A falta de prazos significa que atualmente [o acordo] não tem data-limite", disse Vershinin à agência noticiosa RIA Novosti, à qual indicou também que o acordo é resultado de negociações entre Moscovo e Damasco com os curdos.

Vershinin referiu que se realizaram "contactos da Rússia com os curdos e de Damasco com os curdos por muito tempo", acrescentando que "os acordos feitos em Sochi se baseiam num entendimento de como as partes irão agir".

A operação turca criou uma nova frente na guerra da Síria desencadeada em 2011 e na qual Moscovo é aliado do regime de Bashar al-Assad, enquanto Erdogan apoia alguns rebeldes. Os dois países asseguram no acordo prosseguir os seus esforços para encontrar uma "solução política durável" para o conflito, que já matou mais de 370.000 pessoas e obrigou milhões a abandonarem as suas casas.

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