Fogo em fábrica de químicos em França. Pessoas retidas em casa e Sena em risco

O incêndio teve início esta madrugada na fábrica Lubrizol, que produz principalmente aditivos para óleos.

Um grande incêndio está em curso esta quinta-feira numa fábrica de produtos químicos em Rouen, no noroeste da França, e as autoridades locais pediram aos moradores da região que ficassem em casa por precaução.

Um perímetro de 500 metros ao redor do local foi evacuado, anunciou o responsável (préfet) da região da Normandia, Pierre-André Durand, e segundo o qual, ainda não foram relatados feridos.

O ministro do Interior da França, Christophe Castaner, disse esta manhã à rádio RTL que "não há evidências de que haja risco ligado ao fumo" causado pelo fogo.

O incêndio teve início esta madrugada na fábrica Lubrizol - que produz principalmente aditivos para óleos - sem causar vítimas.

O incêndio foi comunicado às equipas de socorro por volta das 00h40 (horário local, 11h40 de quarta-feira em Lisboa) de acordo com as autoridades da Normandia, que pediram os habitantes de 12 municípios, incluindo Rouen, para ficarem em casa.

Foram mobilizados 130 bombeiros para combater as chamas. Nenhuma toxicidade foi encontrada na área, de acordo com a BFMTV .

As escolas, faculdades e escolas secundárias da cidade vão permanecer fechadas nesta manhã de quinta-feira por causa do incêndio. As autoridades aconselharam os residentes de 12 municípios a permanecer nas suas casas.

Há explosões em cadeia, que se devem a aditivos de óleo que entraram em combustão. Há ainda uma "nuvem de fumaça extremamente impressionante", diz o correspondente da BFMTV na Normandia, que evoca uma bola de fogo laranja e um cheiro muito desagradável.

Estas são instalações industriais consideradas perigosas pelas autoridades devido à sua possível toxicidade e encontram-se sob vigilância. O complexo industrial está classificado como de alto risco. Por isso, já tinha segurança reforçada. Em França, há mais de 1100 complexos industriais semelhantes ao de Rouen.

O incêndio está "circunscrito", mas ainda não está extinto e as autoridades falam ainda de um "risco de poluição do rio Sena". "O incêndio está circunscrito, não extinto", disse um membro do corpo de bombeiros às 12h00 horas (locais, 11h00 em Lisboa).

"Alguns produtos (químicos) foram retirados da área", disse o bombeiro.

O ministro francês do Interior, Christophe Castaner, é esperado no local do incêndio.

O fogo, que não provocou mortos, teve início durante a madrugada num entreposto da fábrica Lubrizol - que produz principalmente aditivos para óleos, combustíveis e tintas industriais - que está a cerca de três quilómetros do centro da cidade e da famosa catedral de Rouen, que tem uma população de 500.000 habitantes.

As imagens do fogo são particularmente impressionantes, incluindo uma enorme nuvem de fumo preto visível a cerca de 16 quilómetros de distância.

De acordo com um jornalista da agência de notícias AFP no local, um cheiro pungente é percetível.

A prioridade dos serviços de emergência é "proteger os produtos perigosos" que ainda estão na fábrica - que emprega 400 pessoas -, a fim de "evitar acidentes", disse Jean-Yves Lagalle, chefe dos bombeiros da região.

Pierre-André Durand também referiu aos jornalistas o "risco de poluição do rio Sena" pelo transbordo de "lagoas de retenção".

O Sena, um dos principais rios franceses, passa por Paris antes de cruzar Rouen, para depois desaguar no Canal da Mancha, nas proximidades do porto de Havre.

A fábrica é de propriedade do grupo químico dos Estados Unidos Lubrizol Corporation, pertencente à Berkshire Hathaway, a holding do bilionário e o famoso investidor norte-americano Warren Buffett.

(Notícia em atualização)

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