Greve geral provoca corrida às bicicletas em Paris

O protesto ainda não começou, mas em França já há quem tenha ganhado sem sair à rua.

A dez dias da greve geral em França as lojas de bicicletas registam uma afluência de clientes pouco habitual. Os franceses procuram alternativas para se deslocarem durante a greve que se prevê venha a ter uma forte adesão no setor dos transportes.

"É muito provável que haja bloqueios e nas ruas não deve haver disponíveis bicicletas partilhadas ou outros meios de transporte. Como não sabemos quanto tempo vai durar a greve, penso que este é um investimento avisado," disse, à estação francesa BFMTV, Alexandre quando tinha acabado de comprar uma bicicleta elétrica.

Numa loja de Paris as vendas dispararam depois do anúncio de que esta greve deve ser prolongada. "Estamos a vender muitas bicicletas, principalmente elétricas, mas também outras mais simples a 300-400 euros. Temos mais clientes em comparação com anos anteriores, a procura é muito maior. As pessoas não estão a ter em conta o custo das reparações, penso que é um erro", afirma Guillaume Benattar gerente da loja.

As oficinas de reparação também veem o negócio crescer e quem não se antecipou corre o risco de ficar a pé. "Já só aceitamos marcações para janeiro, pois a procura é muito alta neste momento. Já estamos com dois meses de atraso nas reparações com que nos comprometemos", explicou Brice Meunier, responsável de uma oficina de bicicletas.

Os maiores sindicatos do setor dos transportes apelaram a uma greve por tempo ilimitado a partir de 5 de dezembro como forma de protesto contras os cortes nas reformas. Na paralisação de 13 de setembro os transportes ficaram bloqueados em grande parte da capital francesa. Na altura, as empresas de aluguer de bicicletas obtiveram receitas recorde.

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