Grupo de extrema-direita preso na Alemanha planeava ataques a mesquitas

O grupo planeava imitar o ataque realizado o ano passado em Christchurch, na Nova Zelândia, que matou 51 pessoas em duas mesquitas, e pretendia usar armas semiautomáticas.

Os membros de um grupo de extrema-direita presos na Alemanha, na sexta-feira, planeavam ataques em larga escala semelhantes aos atentados a mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, refere este domingo a imprensa alemã.

A revista Der Spiegel e o diário Bild divulgaram este domingo que o grupo de 12 ativistas detidos na sexta-feira, no âmbito de uma investigação de contraterrorismo, pretendia atacar locais de culto muçulmanos durante a oração.

O grupo planeava imitar o ataque realizado o ano passado em Christchurch, na Nova Zelândia, que matou 51 pessoas em duas mesquitas, e pretendia usar armas semiautomáticas, de acordo com aquelas publicações.

O suposto líder do grupo, conhecido e vigiado pelas autoridades há vários meses, terá revelado detalhes dos planos a semana passada, numa reunião com os seus cúmplices. Os investigadores terão tido conhecimento através de um informador que se infiltrou no grupo, referem os dois jornais.

Os investigadores realizaram buscas em 13 locais distribuídos por cinco estados da região, tendo apreendido facas, bestas, granadas, uma espingarda e uma espingarda e uma pistola.

Dos 12 detidos quatro são suspeitos de terem formado "uma associação terrorista de extrema-direita", enquanto os outros oito são suspeitos de terem fornecido apoio "financeiro" ou "assistência na obtenção de armas", segundo as autoridades.

Entre os suspeitos, todos de nacionalidade alemã, há um polícia da Renânia do Norte-Vestfália, que se encontra suspenso.

Segundo o Ministério Público alemão o objetivo do grupo seria "iniciar uma guerra civil" no país.

As autoridades alemãs dizem estar preocupadas com o terrorismo de movimentos de extrema-direita, desde o assassínio de um dirigente político alemão pró-imigração, em julho passado.

Em outubro, um extremista de direita, negador do Holocausto, tentou atacar uma sinagoga em Halle, e, apesar do massacre falhado, disparou sobre um homem que passava.

Em Dresden, na antiga República Democrática Alemã, oito neonazis estão a ser julgados há quase cinco meses por planearem ataques contra estrangeiros e políticos.

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