Guarda-redes assassino é derrotado por clube de polícias

Bruno, acusado do homicídio brutal da amante Eliza Samudio em 2010, vem tendo oportunidade em equipas numa perspetiva de "ressocialização", apesar da gravidade do crime.

A data é imprecisa mas, algures em junho de 2010, a modelo erótica Eliza Samudio foi assassinada por estrangulamento.

O seu corpo esquartejado, enterrado e coberto de cimento em local desconhecido.

Os assassinos, segundo a polícia, foram Bola, autor material do crime, e Bruno, Fernanda e Macarrão, autores morais. Macarrão era amigo íntimo de Bruno, casado com Fernanda.

Mataram Eliza porque ela dera a luz Bruninho, filho fora do casamento de Bruno, à época guarda-redes do popular Flamengo e falado para a seleção brasileira.

Condenado a 22 anos de cadeia, após menos de oito Bruno progrediu para o regime semiaberto e passou, com a conivência da justiça brasileira, a poder jogar.

Clubes como o Montes Claros, Boa Esporte e Poços de Caldas deram oportunidade ao atleta assassino, mesmo sob críticas pesadas da sociedade, da comunidade futebolística e de adeptos dos clubes.

O Rio Branco, um dos principais clubes do estado do Acre, no norte do Brasil, entretanto, resolveu contratá-lo, já em 2020, levando à demissão da treinadora da equipa feminina e a uma debandada dos patrocinadores e de parte da torcida.

Mesmo assim o clube chegou à final de uma competição estadual. Perdeu. O irónico é que o rival, Galvez, é um clube fundado e dirigido por polícias.

O presidente do clube disse que no Galvez ele jamais atuaria. "Ele tem um direito garantido de progressão da pena. Eu trabalho com tantos criminosos, vejo que as pessoas conseguem se ressocializar e ter uma vida decente mas aqui não caberia", afirmou Edener Franco.

O correspondente da TSF no Brasil, João Almeida Moreira, assina todas as quintas-feiras a crónica Acontece no Brasil.

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