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A Rússia garantiu esta quarta-feira, seis meses após o início da campanha militar na Ucrânia, que as operações no país vizinho estão a decorrer conforme o planeado e que "todos os objetivos serão alcançados".
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"A operação militar especial está a decorrer conforme o planeado e todos os objetivos serão alcançados", disse o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, citado pela agência de notícias oficial TASS, durante uma reunião com os seus homólogos da Organização para Cooperação de Xangai, em Tashkent, no Uzbequistão.
A Ucrânia está a assinalar hoje os seis meses da invasão do seu território pela Rússia, em 24 de fevereiro, com uma exposição em Kiev de equipamento militar destruído ao inimigo.
Os seis meses da guerra coincidem com o 31.º aniversário da independência da Ucrânia, declarada em 24 de agosto de 1991.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
Na guerra, que esta quarta-feira entrou no seu 181.º dia, a ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
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