"Há cada vez menos pessoas nas ruas." Wuhan está sob quarentena há quatro semanas

João Pedrosa decidiu ficar na cidade chinesa que é o epicentro do novo coronavírus. Agora, escreve no site da TSF sobre o estranho dia a dia em Wuhan.

Faz hoje quatro semanas que o bloqueio da cidade de Wuhan, epicentro do surto da epidemia do COVID-19, foi decretado.

A nível nacional o número de recuperações já é superior ao número de casos de infeções e fora da província de Hubei o número destes casos continua a diminuir.

Fora de Wuhan começa a desenhar-se uma tendência de melhoria. Em Wuhan, a situação ainda se mantém sob reserva.

Nestes últimos dias há cada vez menos pessoas nas ruas.

No meu bairro, e creio que o mesmo acontecerá nos outros bairros de Wuhan, a presença e o movimento de residentes praticamente só acontece aquando das entregas de mantimentos (e outros materiais) junto ao portão da entrada.

Tudo muito bem organizado, desde da encomenda até à entrega, sem descurar as mandatórias medidas de segurança, saúde e higiene.

O trabalho de entrega está ao cargo de voluntários da comunidade. Estes continuam a realizar por toda Wuhan um trabalho admirável.

Existe uma enorme cadeia de voluntários que se dedicou e continua a dedicar de alma e coração no suporte ao combate do surto da epidemia.

Há taxistas a fazer transporte de pessoal médico gratuitamente.

Há restaurantes a fornecer graciosamente refeições aos hospitais.

Há gente a proceder a limpezas e desinfeções dos espaços públicos.

O rol de tarefas é vastíssimo. Anónimos que lutam corajosamente, sem querer nada em troca, em prol das pessoas e das comunidades, pondo em risco as suas próprias vidas.

João Pedrosa, em Wuhan (20 de Fevereiro de 2020, Dia Mundial da Justiça Social)

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