Há dois dias "presa" no abrigo. "Se pudesse saía de Kiev, mas agora está muito perigoso"

Em Kiev, esta noite as sirenes não pararam. Galyna Akhmadzai vive na capital da Ucrânia e esta noite ouviu quatro explosões.

Os últimos dias têm sido passados no abrigo que Galyna Akhmadzai e os vizinhos construíram na garagem do prédio onde vivem. Galyna Akhmadzai diz que, de dia para dia, a situação é mais perigosa e todos têm medo de sair de casa.

Esta noite o sono foi interrompido pelo som das sirenes de aviso de ataques aéreos. Galyna Akhmadzai é ucraniana, vive no centro de Kiev e há quase dois dias que não sai do abrigo.

"Kiev não está ocupado ainda, [os militares russos] querem mas não conseguem e então o que fazem é mandar as bombas à noite quando o povo está a descansar. Esta noite ouviram-se quatro bombas no centro de Kiev. A noite está muito perigosa, é à noite que disparam bombas, porque não conseguem entrar na cidade", contou à TSF Galyna Akhmadzai.

Os dias e noites têm sido passados no abrigo com os vizinhos, há várias famílias com crianças.

"Temos muitos avisos durante o dia e as pessoas preferem ficar no abrigo, em vez de entrar e sair a cada cinco minutos", afirmou a ucraniana.

O abrigo é a garagem do prédio onde vivem.

"Conseguimos sair por algumas horas para ir a casa tomar banho, mas temos aqui água quente, a televisão funciona, a Internet, podemos dar notícias às nossas famílias e aos amigos. A comida é suficiente, as farmácias estão a funcionar", explicou.

Ontem, Galyna Akhmadzai conseguiu sair do abrigo, foi a casa preparar comida e tomar um banho quente. Se pudesse deixava Kiev.

"É muito perigoso sair agora, se pudesse saía, mas agora é o pico... também não quero sair sozinha, é muito perigoso sair sozinha para algum lado. Quando ontem a bomba atingiu a torre da televisão ucraniana, temos lá um parque e estava lá uma família a passear e eles morreram os cinco, atingidos pela bomba. É muito perigoso sair para algum lado agora ", sublinhou Galyna Akhmadzai.

Neste momento as emoções são muitas e confusas, "de vez em quando estou assustada, outras vezes feliz, cada hora é diferente... mas vamos conseguir", desabafa Galyna Akhmadzai.

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