"Há espaço para otimismo." Ministro da Saúde de Israel diz que vacinas devem proteger contra Ómicron

Afirmação de Nitzan Horowitz surge entre informações contraditórias sobre a eficácia de várias vacinas e tratamentos contra a nova variante.

Nitzan Horowitz, ministro da Saúde de Israel, afirmou esta terça-feira que as pessoas que têm as duas doses da vacina contra a Covid-19 e, seis meses depois, tomam a dose de reforço devem estar protegidos contra a variante Ómicron. O ministro falou depois de terem sido identificados dois casos casos da variante no país, elevando o total para quatro.

"Nos próximos dias teremos informações mais precisas sobre a eficácia da vacina contra a Ómicron, mas já há espaço para otimismo e indícios iniciais de que aqueles que são vacinados com uma vacina ainda válida ou com a dose de reforço também estarão protegidos perante esta variante", explicou Nitzan Horowitz aos jornalistas locais, sem citar quaisquer dados científicos.

Esta afirmação de Horowit surge entre informações contraditórias sobre a eficácia de várias vacinas e tratamentos contra a nova variante. Já esta terça-feira a farmacêutica alemã Merck disse esperar que o seu medicamento para tratar a Covid-19 seja eficaz no tratamento da variante.

O número de casos confirmados na Europa da variante Ómicron do SARS-CoV-2, considerada de preocupação, subiu esta terça-feira para 44, anunciou o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), assinalando que todos têm historial de viagem.

Fora da UE/EEE, foram detetados casos em territórios como Austrália, Botswana, Canadá, Hong Kong, Israel, África do Sul e Reino Unido, de acordo com a mesma atualização epidemiológica do centro europeu.

A Covid-19 provocou pelo menos 5.206.370 mortes em todo o mundo, entre mais de 261,49 milhões infeções pelo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse (AFP).

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante, a Ómicron, foi recentemente detetada na África do Sul e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o "elevado número de mutações" pode implicar uma maior infecciosidade.

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