Há três portugueses entre as cinco vítimas mortais do desabamento em Antuérpia

As autoridades belgas confirmaram a nacionalidade das vítimas mortais. Há ainda registo de cinco feridos, entre eles um cidadão português.

As autoridades belgas confirmam a nacionalidade portuguesa de três das cinco vítimas mortais no desabamento de um edifício em obras em Antuérpia.

Ao fim de mais de 24 horas, o representante da Protecção Civil no terreno, Willem Migom afirma a primeira parte dos trabalhos de resgate está finalmente concluída e "há cinco vítimas que foram removidas dos escombros, infelizmente não sobreviveram ao incidente".

As vítimas fatalmente feridas são três portugueses, um homem da Roménia, e outro da Rússia", confirmou Willem Migom, com a ressalva que neste momento estão ainda a ser realizadas perícias, para apurar informação em falta.

"A identificação dos últimos dois ainda está em curso, mas temos quase a certeza que são as duas pessoas que estavam desaparecidas", afirmou, adiantando que "por essa razão, a operação de busca e salvamento terminou".

"Agora, o local está a ser protegido para a noite, e para a tempestade que está a ser anunciada, e fica só a faltar a retirada dos escombros que estão no local, que provavelmente vai durar pelo menos uma semana", apontou.

O representante da protecção civil confirma também a retirada de vários feridos, logo após o acidente, sendo que "estavam nove no hospital, e um deles já teve alta, três estão nos cuidados intensivos, e os outros cinco estão em enfermaria, continuam internados, mas estão estabilizados e não correm perigo de vida".

Parte dos operários estavam a trabalhar em altura, a fixar andaimes às fachadas laterais do edifício, e foram surpreendidos por uma rajada de vento forte, que terá estado na origem do colapso da estrutura metálica interna.

Alguns trabalhadores foram arrastados com os andaimes, outros ficaram presos no meio da amalgama de ferro retorcido, placas de madeira e pedaços de betão.

Os trabalhos de busca e salvamento prolongaram-se desde a tarde de ontem, durante a madrugada, e só ficaram concluídos esta tarde. Durante toda a operação os bombeiros recusaram-se a falar em vítimas mortais, numa altura em que os trabalhos ainda eram "para encontrar sobreviventes", como afirmou à TSF a porta-voz dos bombeiros Marie De Clercq.

Ao início da madrugada, as equipas no local pararam toda a maquinaria, deslocada para o local, para provocar silêncio, tentando encontrar sinais sonoros de vida.

Foi seguido um protocolo de vários pedidos de resposta, durante vários minutos, mas todos ficaram sem qualquer reacção. "Podemos dizer que não obtivemos resposta às nossa chamadas de voz e de silvos sonoros, mas não podemos dizer que as cinco pessoas tenham morrido", afirmava cautelosamente, outra porta-voz dos bombeiros, admitindo que a ausência de sinais de vida pudesse dever-se a um "estado de inconsciência".

Mas, esta tarde confirmaram que nenhuma das pessoas procuradas sobreviveu ao colapso da estrutura.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de