Hamas lança lotaria com prémio de até 2600 euros para vacinados em Gaza

A lotaria organizada pelo Governo do Hamas começa na quarta-feira e abrange todas as pessoas com mais de 55 anos, sorteando dez pessoas vacinadas para receber 200 dólares.

O Hamas, no poder na faixa de Gaza, vai oferecer aos habitantes que forem vacinados a participação numa lotaria com um prémio de até 2600 euros, iniciativa lançada para fomentar a vacinação no território.

A iniciativa de lançar uma lotaria pretende encorajar os residentes a "salvarem as suas vidas", disse o porta-voz do Ministério da Saúde, Ashraf al-Qodra, numa conferência de imprensa, segundo a agência francesa de notícias, a AFP.

A lotaria organizada pelo Governo do Hamas começa na quarta-feira e abrange todas as pessoas com mais de 55 anos, sorteando dez pessoas vacinadas para receber 200 dólares.

Daqui a um mês, acrescentou o responsável, mais três pessoas serão sorteadas para receber 10 mil shekels, o equivalente a 2600 euros.

Até à data, 135 mil pessoas receberam duas doses de vacina em Gaza, onde as autoridades dispõem até agora de um total de 336 mil doses, mas a população, reporta a AFP, está relutante em ser vacinada.

As autoridades anunciaram também que a vacinação passará a ser obrigatória para todos os funcionários públicos, à semelhança do que já acontece na Cisjordânia, outro território palestiniano que enfrenta um aumento das infeções pelo coronavírus.

A Faixa de Gaza, com dois milhões de habitantes, metade dos quais vive abaixo do limiar da pobreza, viu nos últimos dias um surto de infeções ligado à variante Delta, mais contagiosa.

Em Gaza, um enclave que está sob um bloqueio israelita há quase 15 anos, foram detetados mais de 122.500 casos de infeção, registando-se 1125 mortes.

A Covid-19 provocou pelo menos 4.430.846 mortes em todo o mundo, entre mais de 211,7 milhões de infeções pelo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, com base em dados oficiais.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, a Índia, a África do Sul, o Brasil e o Peru.

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