História de amor de Trump com o Twitter acabou? Como Zuckerberg se envolveu na polémica

Trump vai assinar esta quinta-feira uma ordem executiva sobre as redes sociais, mas não especificou do que se trata. A ameaça surge depois de a rede social Twitter ter assinalado pela primeira vez dois tweets do Presidente dos EUA com um link de "verificação de factos". Zuckerberg também já fez saber a sua opinião.

O Presidente norte-americano vai assinar esta quinta-feira uma ordem executiva sobre as redes sociais, anunciou a Casa Branca, dois dias depois de o Twitter ter assinalado mensagens de Donald Trump com alertas de verificação de factos.

A porta-voz da Casa Branca, Kayleigh McEnany, comunicou aos jornalistas as intenções do Presidente, sem no entanto precisar o conteúdo daquela ordem.

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook posicionou-se, numa entrevista à Fox News, e voltou a frisar qual é a postura da sua rede social relativamente às fake news. "Temos uma política diferente da do Twitter. Eu acredito que o Facebook não deve ser o árbitro da verdade de tudo o que as pessoas dizem online. Em geral, as empresas privadas, em especial as plataformas deste tipo, não devem envolver-se nisso."

Na terça-feira, a rede social Twitter assinalou pela primeira vez dois tweets do Presidente dos Estados Unidos com um link de "verificação de factos" no rodapé das mensagens em questão, por considerar "infundadas" e "potencialmente enganosas" as afirmações de Trump relacionadas com o voto por correspondência no país.

Este procedimento nunca tinha sido aplicado ao chefe de Estado norte-americano, que conta com mais de 80 milhões de seguidores no Twitter.

O alerta do Twitter ocorreu depois de Trump ter difundido afirmações em que assegurava que o voto por correspondência nas presidenciais de novembro nos Estados Unidos pode ter consequências fraudulentas.

Trump falava depois de o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, ter decidido enviar boletins de voto por correspondência a todos os eleitores registados no estado, como medida excecional para a votação no contexto da atual epidemia da Covid-19.

Em reação à decisão da rede social, Trump rejeitou, ainda na terça-feira, a interferência do Twitter na "liberdade de expressão", acusando ainda a plataforma de interferir nas eleições presidenciais agendadas para novembro deste ano.

"O Twitter está a reprimir por completo a liberdade de expressão e eu, como Presidente, não o vou permitir", declarou.

Na quarta-feira, numa nova mensagem no Twitter, Trump ameaçou mesmo regular ou fechar as redes sociais.

"Os republicanos sentem que as plataformas de redes sociais censuram totalmente as vozes conservadoras. Vamos regulamentá-las severamente, ou fechá-las, para evitar que isso aconteça", escreveu o chefe de Estado norte-americano numa mensagem (tweet) naquela rede social.

O Twitter é a rede social mais utilizada por Trump para comunicar diretamente com apoiantes os seus simpatizantes, sem passar pelo filtro do jornalismo.

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