Homem que invadiu banco em Beirute rende-se após aceitar receber parte das suas poupanças

Bassam al-Sheikh Hussein, de 42 anos, ameaçou incendiar-se e matar os funcionários se não lhe dessem as suas poupanças (cerca de 202 mil euros).

O homem armado que invadiu na quinta-feira uma sucursal bancária no centro de Beirute, exigindo levantar as suas poupanças, acabou por se render após várias horas de negociações com os funcionários.

De acordo com a imprensa local e um grupo de bancários que participou nas negociações, Bassam al-Sheikh Hussein, de 42 anos, aceitou uma oferta do banco para receber parte das suas poupanças.

Após o impasse negocial, Bassam al-Sheikh Hussein libertou os reféns e rendeu-se, sem apresentar ferimentos.

O homem, armado com uma espingarda e uma quantidade indeterminada de gasolina, ameaçou incendiar-se e matar os funcionários se não lhe dessem os 209 mil dólares (cerca de 202 mil euros) que tem depositados no banco, bloqueados devido à grave crise económica que o país atravessa há quase três anos.

Um funcionário do banco disse na manhã de quinta-feira que se encontravam seis ou sete colegas seus na agência, feitos reféns, e que o sequestrador disparou três tiros de aviso.

Soldados, polícias e agentes das forças de segurança interna do país cercaram a área.

Os bancos do Líbano aplicam desde finais de 2019 limites rigorosos de retirada de ativos em moeda estrangeira, retendo efetivamente as poupanças de muitos libaneses.

O país sofre hoje a pior crise económica da sua história moderna, onde três quartos da população mergulhou na pobreza, e o valor da libra libanesa diminuiu mais de 90% face ao dólar norte-americano.

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