Homem condenado por espionagem para a CIA executado no Irão

Reza Asgari, que trabalhou na divisão aeroespacial do Ministério da Defesa até se reformar há cerca de quatro anos, foi executado na semana passada.

Teerão executou um iraniano condenado por espionagem a favor do Estados Unidos, a quem terá vendido informações sobre o programa de mísseis do seu país, indicou esta terça-feira um porta-voz da Autoridade Judicial, Gholamhossein Esmaili.

Reza Asgari, que trabalhou na divisão aeroespacial do Ministério da Defesa até se reformar há cerca de quatro anos, foi executado na semana passada, declarou Esmaili, citado pelo 'site' oficial Mizan Online.

Ele "trabalhou no Ministério durante anos" e reformou-se no início do ano persa de 1395 (que começou em março de 2016), adiantou o porta-voz.

Asgari recebeu somas significativas de dinheiro da CIA (serviços secretos norte-americanos) "após a sua reforma, vendendo-lhes informações que tinha sobre os (nossos) mísseis", disse ainda.

"Foi identificado, julgado e condenado à morte", indicou Esmaili.

A pena de morte contra Mahmud Mussavi Majd, um outro iraniano condenado em junho por espionagem, também deve ser executada, adiantou.

Majd foi acusado de ter fornecido informações aos Estados Unidos e a Israel sobre as deslocações do general Qassem Suleimani, comandante da Força Quds, unidade de elite encarregada das operações externas dos Guardas da Revolução, que foi assassinado no início de janeiro num ataque de um aparelho não tripulado ('drone') norte-americano em Bagdad.

Em represália, a República Islâmica lançou mísseis contra bases militares iraquianos onde estavam soldados norte-americanos, causando grandes danos materiais, segundo Washington.

Em fevereiro, Teerão anunciou a condenação à pena capital de Amir Rahimpur, outro iraniano que "tentou fornecer (à CIA) informações sobre o (programa) nuclear" do país.

O Irão anunciou em julho de 2019 ter detido 17 iranianos no quadro do desmantelamento de uma "rede de espiões" da CIA e condenou à morte vários deles.

Washington qualificou essas alegações de "totalmente falsas".

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