Homem suspeito de estar infetado com coronavírus foge de hospital em Macau

Homem de 44 anos tinha estado em Wuhan e entrou em Macau clandestinamente. Análises provaram depois que não estava, afinal, infetado com o novo tipo de coronavírus.

As autoridades de Macau anunciaram esta sexta-feira que um homem do interior da China fugiu do Centro Hospitalar de Conde de São Januário, onde estava a ser submetido a análises de despiste do novo coronavírus chinês.

"Na quinta-feira, 30 de janeiro, um indivíduo proveniente do interior da China, considerado caso suspeito, escapou à vigilância a que estava submetido no Centro Hospitalar Conde de São Januário", divulgaram as autoridades em comunicado.

"Este indivíduo que estava sob vigilância policial fugiu durante a consulta médica e está agora a ser perseguido pela polícia", lê-se no mesmo comunicado, no qual se acrescenta que "os resultados das análises efetuadas para novo tipo de coronavírus foram negativos".

De acordo com a mesma nota, o homem de 44 anos entrou em Macau clandestinamente.

O suspeito disse que tinha estado em Wuhan, cidade epicentro do surto do novo coronavírus, entre 20 e 24 de janeiro, sublinha-se no comunicado.

O indivíduo da China continental "apresentava sintomas de febre, corrimento nasal, dores de garganta e tosse, tendo sido transportado pelas forças de autoridade ao Serviço de Urgência Especial do Centro Hospitalar Conde de São Januário para exames para o novo tipo de coronavírus", apontaram as autoridades.

Macau, que registou na semana passada o primeiro caso de infeção do novo coronavírus, tem até ao momento sete pessoas infetadas no território, todos importados.

A China elevou para 213 mortos e quase 10 mil infetados o balanço de vítimas do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou quinta-feira emergência de saúde pública internacional o surto do novo coronavírus na China.

Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

Para a declarar, a OMS considerou três critérios: uma situação extraordinária, o risco de rápida expansão para outros países e que exija resposta internacional coordenada.

Esta é a sexta vez que a OMS declara emergência de saúde pública internacional.

Além da China e dos territórios chineses de Macau e Hong Kong, há casos confirmados do novo coronavírus em 19 outros países - na Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Austrália, Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Camboja, Filipinas e Índia.

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