Hungria e Polónia tinham reservas mas palavra "género" vai ser inscrita na Declaração do Porto

Vai estar inscrito no documento da Declaração do Porto que serão elevados os esforços para combater a discriminação, para acabar com o fosso de género no emprego, salários e pensões, e promover a igualdade e justiça para todos.

A Polónia e a Hungria posicionaram-se contra a inclusão da palavra género na declaração final da Cimeira Social, no Porto, que conta com a presença de 24 chefes de Estado e Governo. No entanto, o vocábulo vai mesmo estar inscrito. Na última versão trabalhada até agora pelos Estados-membros, a palavra género está mesmo presente.

De acordo com fonte da presidência portuguesa da União Europeia, vai estar inscrito na Declaração do Porto que serão elevados os esforços para combater a discriminação, para acabar com o fosso de género no emprego, salários e pensões, e promover a igualdade e justiça para todos os indivíduos na sociedade, em linha com os princípios fundamentais da União Europeia.

Esta manhã, o portal EUObserver adiantava que Hungria e Polónia estavam contra a inscrição da palavra "género" na declaração que ainda está a ser trabalhada pelos Estados-membros.

A expressão aparece no último rascunho da declaração, e passa uma forte mensagem sobre este objetivo.

De resto, é esperada uma forte adesão aos objetivos desta cimeira. O Governo português está bastante comprometido com as metas que considera ambiciosas, mas não revela para já os planos nacionais para alcançar as metas com que os Estados-membros se vão comprometer no Porto.

Um dos objetivos, sabe-se, pelo menos, é que 78% da população entre os 20 e os 65 anos esteja empregada até 2030. Foi ainda estabelecido que 60% dos adultos devam participar em formações até 2030, e que 15 milhões de pessoas sejam retiradas do limiar de risco de pobreza e exclusão social.

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