Incêndio faz 60 mortos em hospital para doentes Covid no Iraque

O Ministério da Saúde ainda não se pronunciou sobre as causas do incêndio, mas relatos locais apontam para a explosão de uma garrafa de oxigénio ou um curto-circuito.

Um incêndio numa enfermaria hospitalar no sul do Iraque para doentes com Covid-19 provocou pelo menos 60 mortos e dezenas de feridos, alguns em estado crítico, disseram as autoridades de saúde iraquianas.

Na origem do incêndio no Hospital Universitário al-Hussein, na cidade de Nasiryah, terá estado a explosão de uma garrafa de oxigénio, segundo um profissional de saúde provincial, embora também haja relatos que apontam para um curto-circuito. À porta do hospital, houve confrontos entre manifestantes e a polícia e dois carros policiais foram incendiados.

O Ministério da Saúde não se pronunciou sobre as causas do incêndio. O primeiro-ministro ordenou a detenção do responsável máximo do hospital. Já o porta-voz do parlamento considerou que o incêndio é prova do fracasso catastrófico em proteger as vidas dos iraquianos.

Na nova ala do hospital, aberta há três meses, existiam 70 camas, de acordo com dois médicos.

O porta-voz do departamento de saúde da província de Dhi Qar, Ammar al-Zamili, disse aos meios de comunicação locais que havia pelo menos 63 pacientes dentro da enfermaria quando o incêndio deflagrou.

Esta é a segunda vez este ano que um grande incêndio mata doentes infetados com coronavírus num hospital iraquiano. Pelo menos 82 pessoas morreram em abril no hospital Ibn al-Khateeb, em Bagdade, quando um tanque de oxigénio explodiu, provocando o incêndio.

O Iraque enfrenta uma nova vaga da pandemia, com os números a baterem recordes na semana passada, em 9.000 novos casos diários.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 4.028.446 mortos em todo o mundo, resultantes de mais de 186,3 milhões de casos de infeção pelo coronavírus, segundo o balanço mais recente feito pela agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, uma cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

* Notícia atualizada às 10h40

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