Covid-19 adia julgamento de acusados por ataque ao Charlie Hebdo

Em causa está o facto de três dos dez infetados terem testado positivo à Covid-19.

O julgamento dos acusados pelos ataques de 2015 à redação da revista Charlie Hebdo, a um agente da polícia e a um supermercado judeu, foi adiado, por três dos 10 envolvidos estarem infetados com o novo coronavírus.

A sentença era esperada para 13 de novembro, mas o Tribunal de Paris confirmou, em comunicado, que o processo está suspenso até pelo menos 12 de novembro, depois de o presidente do tribunal ter informado os advogados do caso das infeções entre os acusados.

Esta decisão vai impor o adiamento de pelo menos cerca de uma dezena de audiências, nas quais se deveriam expor a pretensão da acusação, a defesa dos acusados e as partes civis.

No banco dos réus estão 11 pessoas, 10 das quais em detenção provisória e uma em liberdade sob controlo judicial. Há outros três acusados que são alvo de um mandado de captura desde março de 2018.

A decisão coincidiu com o quinto aniversário dos atentados de novembro de 2015, quando um 'comando' terrorista dirigiu ataques vários estabelecimentos da capital francesa e a sala de espetáculos Bataclan, nos quais foram mortas 130 pessoas e feridas mais de 400.

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