Inflação galopante: "Perder-se-ão vidas" se Governos não agirem

Relator da ONU afirma que os orçamentos familiares em todo o mundo estão a ser esticados até ao limite, "o que significa que os mais pobres passarão fome ou congelarão este inverno".

Os Governos devem adaptar os benefícios sociais e os salários à inflação galopante global, caso contrário "perder-se-ão vidas", advertiu esta segunda-feira o relator da ONU Olivier De Schutter, por ocasião do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza.

"Os orçamentos familiares em todo o mundo estão a ser esticados até ao limite, o que significa que os mais pobres passarão fome ou congelarão este inverno, a menos que sejam tomadas medidas imediatas para aumentar as suas receitas", disse De Schutter, relator especial sobre a pobreza e direitos humanos, em comunicado.

O relator, que irá falar esta segunda-feira no Conselho da Europa em Estrasburgo (França), salientou que a subida de preços dos produtos básicos, a par da crise já provocada pela pandemia de covid-19, poderá deixar entre 75 milhões a 95 milhões de pessoas em situação de pobreza este ano.

Olivier De Schutter destacou também a urgência em melhorar o isolamento térmico das residências perante o inverno que se avizinha no hemisfério norte, onde pode haver uma grande escassez de gás como consequência indireta da guerra na Ucrânia.

O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, hoje assinalado (17 de outubro), foi instituído oficialmente pelas Nações Unidas em 1992.

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