Inflação. Ministros das Finanças da UE estão "atentos e vigilantes"

O Ecofin reconhece que a taxa de inflação "está a ser mais alta do que o esperado".

Os ministros das Finanças da União Europeia expressaram preocupação com a taxa de inflação a aproximar-se dos 5%, na União Europeia. O ministro João Leão promete "atenção e vigilância".

"A taxa de inflação está a ser mais alta do que o esperado", admitiu o ministro, convicto de que a "natureza temporária" é uma "componente significativa" numa realidade a que "temos de nos manter atentos e vigilantes e acompanhar a sua evolução".

A falar no final da reunião do Ecofin, o ministro afirmou que perante o caráter "temporário" da inflação, não se espera uma revisão das taxas de juro fixadas pelo Banco Central Europeu, que vão manter-se baixas. Já a reação dos mercados financeiros está a ser diferente.

"Sabemos que os mercados, ao nível do financiamento dos países e das empresas, estão a reagir [e] as taxas de juro estão a aumentar", salientou o ministro, reconhecendo que "isso é um desafio que vamos ter de enfrentar, pela primeira vez nos últimos anos, que é o aumento das taxas de juro para o futuro".

O outro desafio, já "a partir de 2023", é o fim da suspensão das regras do pacto de estabilidade e crescimento, na zona euro. "Sabemos que, a partir de 2023, todos os países da União Europeia vão estar sujeitos a regras orçamentais", afirmou, considerando que "as regras orçamentais são muito importantes numa união monetária [e] são importantes também para a sustentabilidade orçamental".

Bruxelas deverá ainda "esta semana" apresentar uma revisão das regras de coordenação da política macroeconómica, anunciou na segunda-feira o comissário da Economia Paolo Gentiloni.

Com o debate sobre a revisão do pacto de estabilidade e crescimento, o ministro transmitiu ao Eurogrupo a perspetiva de Portugal, esperando que "essas regras sejam amigas do crescimento, que não imponham cortes cegos e que deem espaço para os investimentos muito importantes que é preciso fazer".

A título de exemplo, João Leão referiu "nomeadamente, o combate às alterações climáticas e os investimentos - de que a Europa também precisa muito, da modernização tecnológica, para estar na fronteira em termos de produtividade e de evolução tecnológica a nível mundial".

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