Intenso tiroteio em Beirute continua e já causou seis mortos

Seis pessoas foram mortas e mais de 20 ficaram feridas durante uma manifestação organizada pelos movimentos xiitas Hezbollah e Amal.

A manifestação foi organizada para exigir a demissão do juiz encarregado de investigar a explosão no porto de Beirute. As organizações xiitas querem afastá-lo porque ele se afirmou determinado a ouvir vários políticos considerados intocáveis, incluindo dois ex-ministros do Amal.

A explosão no porto de Beirute em agosto de 2020 causou mais de 200 mortos e a destruição de vários bairros da cidade.

Esta manhã o que começou como um protesto contra o juiz, às portas do Palácio da Justiça, com cânticos e marchas, rapidamente se transformou numa batalha com armas de fogo.

Os manifestantes garantem que foram atacados por atiradores furtivos que dispararam contra eles. Uma versão já confirmada pelo ministro do interior. Bassam Mawlawi disse aos jornalistas que atiradores e snipers "disparam e atingiram pessoas na cabeça", enquanto quatro rockets foram disparados.

Testemunhas contaram ter ouvido disparos de rockets e fumo a sair de prédios que parecem ter sido atingidos.

Os confrontos estão a acontecer em Tayouneh, uma zona perto do local onde começou a guerra civil do Líbano em 1975.

Quando os disparos começaram os manifestantes e jornalistas foram obrigados a procurar abrigo.

Existem vários relatos locais e vídeos, colocados nas redes sociais, que mostram que pouco depois manifestantes mascarados apareceram armados, com o que parecem ser Kalashnikovs. Eles colocaram-se por trás de barreiras na rua e caixotes do lixo e estão a disparar contra os que atacaram a manifestação.

O exército foi imediatamente mobilizado, mas o tiroteio continua.

Este é o pior incidente de violência vivido na capital do Líbano em mais de uma década. Os militares avisaram que dispararão "contra qualquer pessoa que atire" e pedem aos civis para abandonarem o bairro, perto do Palácio da Justiça.

O primeiro-ministro, Nagib Mikati, já pediu calma à população e alertou contra as tentativas de arrastar o Líbano para um ciclo de violência.

A comissão europeia, assim como a França, já apelaram à contenção para que a violência não agrave ainda mais a crise que o país atravessa.

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