Bolsonaro chamou assassina a Dilma. Agora vai ser processado

Em causa, está a acusação do Presidente do Brasil de que Dilma esteve por detrás de um atentado contra capitão do exército americano.

Os dois últimos presidentes eleitos do Brasil estão em guerra aberta, a partir de agora nos tribunais.

Ao receber o prémio da câmara do comércio Brasil-Estados Unidos, de personalidade do ano, em Dallas, no Texas, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou o discurso para homenagear Charles Chandler, um capitão do exército americano morto em 1968 em São Paulo.

Em seguida, sugeriu que Dilma Rousseff, que participou na luta armada contra a ditadura brasileira, esteve por trás do atentado.

"Quem até há pouco ocupava o Governo tinha as suas mãos manchadas de sangue da luta armada, matando inclusive um capitão, como eu. Eu rendo homenagem aqui ao capitão Charles Chandler, um herói americano. Talvez um pouco esquecido na história, mas que escreveu sua história passando pelo Brasil", declarou Jair Bolsonaro, nessa altura.

De acordo com os historiadores daquela época, Dilma Rousseff não participou em ações armadas, e só começou a integrar o grupo Vanguarda Armada Revolucionária um ano depois da morte do capitão americano.

A antiga Presidente do Brasil anunciou que vai processar o atual estadista. Em nota, referiu que "o senhor Jair Bolsonaro, imerso no seu mundo de fake news, mostrou mais uma vez o seu despreparo para dirigir o país, e representa-o internacionalmente, impondo sua presença onde não é bem-vindo, e nem sequer convidado".

A chefe de Estado derrubada por impeachment em 2016 negou qualquer participação em atos que pudessem resultar na morte de alguém, e acusou o atual Presidente de homenagear heróis que têm as mãos manchadas de sangue, numa referência a Brilhante Ustra, o torturador a quem o então deputado Bolsonaro dedicou o voto pelo afastamento de Dilma.

Dilma acusou ainda Bolsonaro de a querer usar como biombo para esconder os escândalos do seu Governo, mas garantiu que será julgado em tribunal pelas "calúnias, mentiras e difamações".

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