Independentistas presos tomam posse no parlamento espanhol

Oriol Junqueras, Jordi Turull, Josep Rull y Jordi Sànchez foram oram eleitos deputados nas eleições de 28 de abril.

Os cinco independentistas catalães presos provisoriamente e que foram eleitos deputados nas eleições de 28 de abril deslocaram-se esta segunda-feira às Cortes Gerais espanholas para tomar posse das credenciais que lhes dão direito a serem parlamentares.

Oriol Junqueras, Jordi Turull, Josep Rull y Jordi Sànchez foram conduzidos pela polícia ao Congresso dos Deputados (câmara baixa das Cortes), enquanto Raul Romeva se deslocou ao Senado (câmara alta).

Os cinco deverão regressar de seguida à prisão de Soto del Real, onde estão detidos de forma cautelar, sem quaisquer contactos ou reuniões políticas ou falado com os jornalistas, como tinha estipulado o Tribunal Supremo.

O mesmo vai acontecer na terça-feira, dia em que vão estar presentes na sessão constituinte do parlamento, um plenário que vai votar para eleger os membros da mesa do Congresso e, em seguida, os seus membros irão jurar a Constituição espanhola.

Na quarta-feira prossegue, em Madrid, o julgamento em que são acusados, com mais sete pessoas, de envolvimento na tentativa de autodeterminação da Catalunha de 2017.

Os cinco eleitos presos alegavam que o seu julgamento devia ser suspenso, mas o Supremo apenas os autorizou, "com caráter excecional" e para "não ir contra o seu direito de participação", a tomar parte nos "atos indispensáveis" para adquirirem a sua condição de parlamentares.

Os cinco detidos foram eleitos em listas de partidos catalães independentistas (Esquerda Republicana da Catalunha-Soberanistas e Juntos pela Catalunha) nas eleições legislativas de 28 de abril último.

O Tribunal Supremo espanhol começou a julgar em fevereiro 12 independentistas suspeitos de terem cometido delitos de rebelião, desobediência e desvio de fundos públicos durante a tentativa de autodeterminação da região em 2017.

A figura principal da tentativa de independência, o ex-presidente do Governo regional catalão, Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica, é o grande ausente no processo, visto que Espanha não julga pessoas à revelia em delitos com este grau de gravidade.

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