Centenas protestam no Alabama contra proibição do aborto

Alabama aprovou na semana passada uma lei radical que prevê até 99 anos de prisão para médicos que façam operações de interrupção da gravidez.

Centenas de manifestantes juntaram-se no domingo em gritos de protesto no Alabama, numa manifestação contra a proibição do aborto recentemente aprovada naquele estado norte-americano.

"Meu corpo, minha escolha!", gritaram os manifestantes numa marcha até ao Capitólio do Alabama, dias depois de ter sido aprovada uma lei que proíbe o aborto em todas as situações, exceto em caso de perigo de morte da mãe, tornando-a a mais restritiva nos EUA.

Na sexta-feira foi a vez de o Missouri aprovar uma lei para impedir o aborto após oito semanas de gravidez, mas que também a proíbe depois de o feto se desenvolver ao ponto de já poder sentir dor.

O Alabama e o Missouri juntaram-se a seis outros Estados que têm vindo a fazer um caminho no sentido de limitar seriamente o direito ao aborto, previsto na Constituição dos EUA: Arkansas, Kentucky, Mississipi, Dakota do Norte, Ohio e Georgia.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou-se no domingo "profundamente pró-vida", mas admitiu ser favorável a exceções à proibição do aborto em caso de violação ou incesto.

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